Vermelho é Perigo, Defesa de Neymar e Apelos à Seleção: O Que Presidenciáveis Disseram na Estreia do Brasil na Copa

Presidenciáveis se manifestam sobre a estreia do Brasil na Copa do Mundo, misturando torcida com mensagens políticas e defesas de Neymar.
No dia da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, que ocorreu no sábado, 13, diversos presidenciáveis deixaram de lado suas agendas de campanha para se manifestar nas redes sociais sobre o desempenho da equipe. As postagens variaram desde pedidos de garra e objetividade em campo até defesas fervorosas de jogadores como Neymar, que estava ausente da partida.
As manifestações políticas durante o evento esportivo mais popular do país evidenciam a estratégia de muitos candidatos de usar a paixão nacional como plataforma para dialogar com o eleitorado. A forma como abordaram o jogo, os jogadores e o contexto da Copa revelou nuances de suas plataformas e estilos de comunicação.
Conforme informação divulgada pela Folhapress, as falas e vídeos compartilhados pelos presidenciáveis durante o dia da estreia da seleção brasileira trouxeram à tona não apenas o apoio ao time, mas também temas caros às suas campanhas, como soberania nacional, críticas a adversários e a busca por conexão com o sentimento popular. Acompanhe os destaques.
Lula pede ‘garra e alma’ e objetividade ao time
O presidente Lula (PT) gravou um vídeo vestindo a camisa da seleção e com um adesivo “O Brasil é dos brasileiros”, pedindo ao técnico Carlo Ancelotti que aconselhasse os jogadores a demonstrar “garra e alma” e a serem objetivos. “O que vale é chutar a bola no gol do adversário e ela entrar. […] Então, sempre que puder, pelo amor de Deus, chute”, disse Lula.
O petista, que acompanha Copas desde os anos 1950, pediu ainda que o grupo jogasse “pensando no povo brasileiro”. A mensagem do presidente, que fez referência à defesa da soberania nacional frente a políticas tarifárias, buscou associar o desempenho da seleção ao orgulho nacional e à representatividade do povo.
Flávio Bolsonaro defende Neymar e critica mídia
O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula, defendeu o jogador Neymar em uma transmissão ao vivo, ao lado do irmão Carlos Bolsonaro (PL). Flávio criticou “uma grande parte da mídia” por, segundo ele, ter “prazer de destruir os ídolos” do país.
Ele cobrou dos atletas e políticos uma “performance 100% sempre, humanamente impossível”. “Que ele retorne aos gramados muito em breve”, desejou Flávio, lembrando que Neymar declarou voto em Jair Bolsonaro na eleição de 2022, buscando reforçar laços com o jogador e sua base de apoio.
Romeu Zema associa ‘vermelho’ a perigo e critica número 13
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), compartilhou um vídeo assistindo à partida e comentou em seus stories no Instagram que “vermelho é perigo”, referindo-se à cor da camisa da seleção marroquina. Além disso, Zema fez uma alusão política ao afirmar que o número 13 “nunca fez bem ao Brasil”, associando-o à data do jogo e ao PT.
Zema também publicou um vídeo comparando negociações comerciais com outros países aos jogos de futebol, defendendo que devem ser enfrentadas “de cabeça erguida” e “sem aceitar ameaças, sem aceitar tarifaço”, ecoando sua plataforma de política externa e nacionalismo econômico.
Caiado aposta em ‘decisão’ e Renan Santos prega sinceridade
O também presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) apareceu em vídeo ao lado da companheira, Gracinha Caiado, antes do jogo, confiante: “Você sabe que quando Ronaldo entra em campo, decide o jogo, né? Vocês vão ver isso.” A fala buscou gerar expectativa e associar sua imagem à capacidade de “decidir” e “vencer”.
Renan Santos, do Missão, compartilhou uma reportagem sobre os palpites dos presidenciáveis e comentou: “A gente precisa ser sincero sobre os problemas brasileiros o tempo todo”. Ele foi o único a se manifestar após o resultado da partida até a publicação do texto, com um palpite de 1 a 1 atribuído a ele.
Augusto Cury alerta para sites de apostas
Antes do jogo, o pré-candidato Augusto Cury (Avante) fez uma postagem criticando os sites de apostas esportivas. “Na Copa, o Brasil torce pelo mesmo time. Mas existe uma disputa acontecendo fora do campo…”, alertou Cury, chamando a atenção para um aspecto diferente do evento esportivo e buscando se diferenciar de outros candidatos.