De Biomedicina à Moda de Sucesso: A Ascensão da Doce Veneno em Divinópolis e Expansão com Foco em Atemporalidade e Qualidade

Do laboratório à moda: Doce Veneno cresce em Divinópolis e amplia capacidade de produção
A trajetória da Doce Veneno, uma fábrica de roupas femininas com sede em Divinópolis, Minas Gerais, é um exemplo notável de como um plano inicial pode se transformar em um empreendimento de sucesso. O que começou como uma estratégia para arrecadar fundos para a montagem de um laboratório de análises ambientais, evoluiu para uma marca consolidada que hoje vende para diversos estados brasileiros e está em plena expansão.
A fundadora, Janaine Maia, formada em biomedicina, buscava recursos para seu projeto de laboratório. Inspirada pela experiência da mãe em confecção, ela iniciou a produção e venda de peças femininas para amigas e colegas de faculdade. O que era um plano B, logo se tornou o foco principal, impulsionado pela paixão pelo universo da moda e pela crescente demanda.
Os primeiros investimentos foram feitos com recursos próprios, demonstrando a dedicação e o comprometimento de Janaine. A empresária, que acumulava funções desde a criação de moldes até o corte das peças, viu a operação crescer à medida que mais costureiras eram incorporadas. Essa jornada, que começou de forma modesta, pavimentou o caminho para o crescimento sustentável da Doce Veneno no competitivo mercado de moda feminina.
Conforme informação divulgada pelo Diário do Comércio, mesmo após a conclusão da graduação em biomedicina, Janaine optou por seguir carreira na moda. A estrutura planejada para o laboratório foi adaptada para a confecção, que inicialmente atuou no varejo em um shopping de Divinópolis. Posteriormente, a empresa migrou para o sistema de representantes, concentrando suas operações no atacado.
Do Atacado aos Estados: A Rede de Representantes da Doce Veneno
Atualmente, a Doce Veneno atende lojistas em todo o país através de uma rede de 22 representantes, incluindo aqueles que atuam em eventos. A marca tem forte presença em estados como Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Além disso, a empresa mantém clientes pontuais no Acre e no Amazonas, demonstrando seu alcance nacional.
A Filosofia da Atemporalidade: Conforto, Qualidade e Durabilidade
A estratégia da Doce Veneno se baseia na criação de peças femininas atemporais, com foco em tecidos de alta qualidade, conforto, modelagem impecável e acabamento refinado. A proposta é oferecer produtos que transcenda as tendências passageiras, permitindo que as clientes construam um guarda-roupa inteligente e duradouro. “A gente trabalha mais o atemporal para a pessoa saber formar um guarda-roupa inteligente. Ela vai comprar uma peça, às vezes com um valor mais agregado, mas vai ter aquela peça por muito tempo no guarda-roupa”, explica Janaine Maia.
Essa filosofia garante que as peças da Doce Veneno possam ser combinadas facilmente com itens de coleções futuras, evitando a necessidade de substituições frequentes e promovendo um consumo mais consciente. A marca valoriza a longevidade de suas criações, incentivando as clientes a investirem em peças que permaneçam relevantes por muitas temporadas.
Expansão e Desafios: A Busca por Mão de Obra Qualificada
A Doce Veneno conta hoje com 25 funcionários diretos na fábrica e mais de 150 pessoas envolvidas em facções externas e em serviços como bordado e estamparia. A empresária continua ativamente envolvida no desenvolvimento das coleções e na área comercial, além de participar de eventos da marca. Os resultados recentes são animadores, com um crescimento de 32% nas vendas da coleção de inverno em relação à anterior. A expectativa é superar esse índice com a coleção de verão.
Para atender à demanda crescente, a empresa iniciou a reforma de um galpão adjacente à fábrica, com o objetivo de transferir o setor de costura e ampliar a capacidade produtiva. Investimentos em maquinário, como a aquisição de uma prensa maior, também foram realizados. “A gente está reformando um galpão para aumentar a nossa capacidade de produção e atender ao crescimento do mercado”, afirma Janaine.
Apesar do cenário positivo, Janaine aponta a falta de mão de obra qualificada como o principal desafio para o setor e para a expansão da Doce Veneno. “O maior desafio que a gente está enfrentando é a falta de mão de obra. Estou com vagas em aberto na fábrica e não estou conseguindo encontrar pessoas capazes de executar os serviços”, lamenta. A empresa tem investido em treinamento interno para capacitar funcionários e prepará-los para treinar novos colaboradores, buscando mitigar esse gargalo.