Saúde Caixa: Impasse na Caixa Econômica Federal adia proposta e preocupa trabalhadores

Caixa e trabalhadores em impasse sobre Saúde Caixa, nova proposta é aguardada para o dia 25

A Caixa Econômica Federal encerrou a sétima rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 sem apresentar uma nova proposta para o Saúde Caixa, tema de grande preocupação para os empregados. A reunião, realizada em São Paulo no dia 19 de agosto, terminou sem avanços concretos, adiando o assunto para o dia 25.

A falta de uma nova oferta surge após propostas anteriores sobre o custeio do plano terem sido rejeitadas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa). O principal ponto de discórdia reside na forma de financiamento do Saúde Caixa e nos impactos financeiros sobre empregados, aposentados e pensionistas.

Conforme informações divulgadas pela representação dos trabalhadores, havia uma expectativa de que o banco apresentasse soluções para viabilizar a sustentabilidade e acessibilidade do plano. Sem uma nova proposta, a negociação foi postergada, mas a urgência em encontrar um acordo permanece, especialmente com a data-base da categoria se aproximando.

Saúde Caixa: principal ponto de discórdia nas negociações

A representação dos empregados da Caixa cobra mudanças no modelo de custeio do Saúde Caixa, buscando uma maior participação do banco no financiamento e evitando que o aumento das despesas recaia desproporcionalmente sobre os beneficiários. O acordo atual estabelece limites para a contribuição da Caixa, e os trabalhadores defendem uma solução que garanta a sustentabilidade financeira do plano sem elevar excessivamente os custos para os participantes.

Luiza Hansen, coordenadora da CEE/Caixa, expressou a expectativa por uma proposta que mantivesse o plano acessível e sustentável, ressaltando a importância do tema para a categoria. A pauta específica dos empregados da Caixa, entregue em junho, abrange ainda outras reivindicações sobre carreira, condições de trabalho, remuneração e direitos trabalhistas.

Avanços em pautas de PCDs e direito à desconexão

Além do Saúde Caixa, a reunião abordou medidas voltadas às pessoas com deficiência (PCDs). A Caixa apresentou propostas para ampliar as ausências justificadas para cuidados com a saúde, e a representação dos trabalhadores viu avanços, mas defendeu ajustes. Entre as demandas estão a ampliação do teletrabalho para PCDs, conforme suas necessidades de adaptação, e discussões sobre a jornada de trabalho.

Outro tema relevante foi o direito à desconexão. A Caixa propôs reforçar em acordo coletivo que cobranças de metas e monitoramento de resultados não ocorram fora da jornada de trabalho. No entanto, a CEE defende medidas mais abrangentes para coibir demandas profissionais durante períodos de descanso, incluindo mensagens e notificações em plataformas corporativas e o uso de canais não institucionais para cobranças.

Sobrecarga de trabalho e outras reivindicações em pauta

A sobrecarga de trabalho foi outro ponto levantado pelos empregados, que apontam equipes reduzidas atendendo a um volume crescente de clientes, com diferenças significativas no atendimento entre plataformas. A CEE argumenta que a pressão por resultados e o acúmulo de demandas não se limitam aos canais digitais, afetando também agências físicas e outras áreas da Caixa, com potenciais reflexos na saúde dos trabalhadores.

Foram apresentadas também cobranças sobre o fim de controles paralelos de metas e a revisão de critérios do Alcance.Caixa, que, segundo a representação sindical, poderiam prejudicar equipes em situações envolvendo denúncias de assédio. Outras reivindicações incluem discussões sobre o Super Caixa, remuneração variável, PLR Social, contratações e mudanças nas condições de atendimento.

Pressão pela data-base e paralisação nacional

O calendário da Campanha Nacional dos Bancários intensifica a pressão para que as negociações avancem. A data-base da categoria é em 1º de setembro, e a pauta entregue pelos trabalhadores inclui propostas específicas para os empregados da Caixa e reivindicações nacionais negociadas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A proximidade do prazo reforça a necessidade de respostas às demandas pendentes, especialmente diante da vedação da ultratividade dos acordos coletivos desde a Reforma Trabalhista de 2017.

Em meio às negociações, uma paralisação nacional de 24 horas foi aprovada para 20 de agosto, como parte da Campanha Nacional Unificada. A mobilização, que envolve bancários de diversas instituições, teve forte adesão em assembleias, com a rejeição da proposta da Fenaban em muitas bases. Para os clientes da Caixa, a paralisação pode impactar o atendimento presencial, sendo recomendável antecipar serviços e verificar o funcionamento das agências. A expectativa agora se volta para a próxima rodada de negociações no dia 25, com foco no Saúde Caixa.

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