Zema, pré-candidato à Presidência, defende privatização dos Correios e critica gestão de estatais
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), intensificou sua defesa de privatizações de empresas estatais. Após obter a aprovação para a desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) no fim de 2025, Zema utilizou suas redes sociais para defender a venda dos Correios.
Em um vídeo divulgado nesta terça-feira (6), Zema expressou sua visão de que a gestão de empresas como os Correios demanda tempo e atenção que, em sua opinião, deveriam ser direcionados para outras áreas consideradas mais urgentes para o país.
“Na hora em que eu tenho os Correios no meu guarda-chuva, aquilo me toma tempo”, afirmou o governador, indicando que a administração de estatais pode desviar o foco de prioridades maiores.
Críticas à gestão de estatais e foco em prioridades
A declaração de Zema sobre a privatização dos Correios reforça seu discurso liberal na economia, que tem sido um dos pilares de sua pré-candidatura à presidência. Ele argumenta que a desestatização pode trazer mais eficiência e reduzir a carga do Estado, permitindo que o governo se concentre em serviços essenciais.
O governador de Minas Gerais reiterou que existem muitas outras questões que demandam atenção prioritária do governo federal, e que a gestão de empresas públicas, como os Correios, pode ser um entrave para o avanço nessas áreas. A privatização, segundo ele, liberaria recursos e foco para outras agendas.
Contexto político e aprovação da Copasa
A defesa da privatização dos Correios ocorre em um momento estratégico para Zema, que busca consolidar sua imagem como um candidato com propostas claras e definidas para a economia brasileira. A aprovação da desestatização da Copasa em Minas Gerais serve como um trunfo, demonstrando sua capacidade de executar políticas de desestatização.
O governador mineiro tem se posicionado como uma alternativa aos modelos tradicionais de gestão pública, defendendo a iniciativa privada como motor de desenvolvimento. Essa linha de pensamento se alinha com pautas defendidas por setores do mercado e investidores que buscam maior participação do setor privado na economia.
Outras Notícias Relevantes
Em outras notícias relacionadas à economia e política, a Associação Mineira de Municípios (AMM) alertou para os prejuízos que centenas de cidades mineiras podem sofrer devido à inadequação à reforma tributária. A baixa adesão ao padrão nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) pode impactar a renda dos municípios com a suspensão de transferências voluntárias federais.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também comentou sobre a Venezuela, afirmando que o país perdeu relevância no comércio com o Brasil. Segundo ele, a corrente de comércio entre os dois países foi de cerca de US$ 1,2 bilhão em 2025, e a Venezuela ocupa a 52ª posição no ranking de destinos das exportações brasileiras.




