Zema comemora aprovação na ALMG para venda da Copasa, mas omite palavra ‘privatização’
Um dia após a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) dar o aval para o Projeto de Lei que autoriza a venda da Copasa, o governador Romeu Zema (Novo) utilizou as redes sociais para expressar sua gratidão. Ele agradeceu ao presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), e aos parlamentares que votaram a favor do texto.
Sem mencionar explicitamente o termo ‘privatização’, Zema ressaltou que a decisão tomada pelo Legislativo mineiro é um passo importante para o pagamento da dívida do estado com a União. Além disso, ele destacou que a medida visa garantir mais investimentos na área de saneamento básico.
O governador enfatizou que os investimentos em saneamento básico são fundamentais para levar mais dignidade e qualidade de vida a um número maior de famílias mineiras. A aprovação do projeto pela ALMG é vista como um avanço significativo para a gestão das finanças estaduais e para a melhoria dos serviços públicos essenciais.
Conforme informação divulgada pela Itatiaia, o governador Romeu Zema evitou a palavra ‘privatização’ ao comentar o resultado da votação. A estratégia de comunicação busca focar nos benefícios práticos da operação, como a quitação de débitos e a expansão de serviços, sem gerar controvérsias em torno do termo ‘privatização’.
Adiamento na votação de venda de imóveis estaduais
Em outra frente, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais adiou a votação em segundo turno de um projeto que autoriza a federalização ou venda de mais de 200 imóveis do estado. Este projeto, o PL 3733/2025, faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) enviado pelo governador Romeu Zema.
A votação foi postergada após um pedido apresentado pelo líder da oposição, Ulysses Gomes (PT). Diante do encerramento dos trabalhos legislativos do ano, há a possibilidade de que a discussão e votação deste texto ocorram apenas a partir de fevereiro de 2026.
Críticas sobre mudanças na CNH marcam audiência na ALMG
Em paralelo, deputados e representantes de autoescolas manifestaram críticas contundentes ao governo federal e ao ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), em audiência pública na ALMG. As críticas se direcionam à Medida Provisória que alterou as regras para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Parlamentares alertaram para os potenciais problemas decorrentes das novas regras, enquanto donos de centros de formação de condutores apontaram as dificuldades que o setor poderá enfrentar. A audiência evidenciou a preocupação com os impactos das mudanças na formação de novos motoristas e na dinâmica do mercado de autoescolas em Minas Gerais.
A notícia original, publicada pelo Diário do Comércio, detalha os desdobramentos da votação na ALMG e as repercussões sobre a venda da Copasa e outras pautas importantes para o estado de Minas Gerais. A comunicação do governador Zema buscou enfatizar os resultados positivos da aprovação, como o pagamento da dívida e a garantia de investimentos em saneamento, visando a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos mineiros.




