TSE atende pedido de Flávio Bolsonaro e determina suspensão de canal “Exército do Lula” no WhatsApp
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A decisão, proferida pelo ministro Kassio Nunes Marques, atende a alegações de que o canal estaria disseminando desinformação sobre o cancelamento de benefícios e programas sociais em caso de vitória do candidato do PL.
O canal em questão foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), um dos apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial. Janones, que foi reeleito com aproximadamente 79 mil votos, negou veementemente as acusações, afirmando que o canal estava em fase inicial de inclusão de perfis e explicações sobre seu funcionamento, sem que nenhuma notícia fosse divulgada.
“Eu não divulguei uma notícia lá. Vocês, esses 3,2 milhões de soldados do presidente Lula que estão lá não me deixam mentir. Vocês sabem que não foi divulgado nada ainda”, declarou Janones em uma live no Instagram, no último sábado (10). Ele sustenta que a ação movida pelo PL seria motivada pelo “medo” da sua atuação nas redes sociais.
Janones rebate acusações e promete continuar mobilização
Em sua defesa, André Janones explicou que a decisão do TSE o impede de criar um novo canal no YouTube, mas não o impossibilita de continuar sua mobilização em outras plataformas, como o Instagram. “Nós não vamos nos calar, vamos continuar”, afirmou o deputado, reforçando seu compromisso com a campanha de Lula.
Ele enfatizou que o objetivo do canal era, e continua sendo, mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. “A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, complementou Janones, reiterando que nenhuma notícia foi veiculada.
Lula anuncia ação judicial contra suspensão e questiona imparcialidade
O candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou que seu partido entrará na Justiça contra a suspensão do canal “Exército do Lula”. “Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, declarou Lula à imprensa, antes de um ato de campanha em São Paulo.
O presidenciável questionou a imparcialidade de decisões que, segundo ele, são contrárias à sua candidatura. Lula mencionou que o ministro Kassio Nunes Marques foi indicado ao STF pelo pai de Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e expressou preocupação com decisões tendenciosas. “Já venho percebendo, há alguns dias, que existem muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim”, disse.
Campanha de Flávio alega desinformação e Janones defende atuação online
O pedido de suspensão foi feito pela campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou a existência de disseminação de desinformação. Segundo a campanha, o canal estaria espalhando informações falsas sobre o cancelamento de benefícios e programas sociais em um eventual governo do candidato do PL.
A atuação de André Janones nas redes sociais tem sido um ponto de atenção durante a campanha eleitoral. O deputado é conhecido por suas estratégias de mobilização online e por sua habilidade em engajar eleitores, o que, segundo ele, motiva as ações contra sua atuação.




