Trump na ONU: Irã, Cuba e IA no centro do palco em discurso com tom de confronto e negociação - Brasa Noticias

Trump na ONU: Irã, Cuba e IA no centro do palco em discurso com tom de confronto e negociação

Trump na ONU: Irã, Cuba e IA no centro do palco em discurso com tom de confronto e negociação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Em uma fala de aproximadamente 37 minutos, o republicano abordou temas cruciais como a guerra com o Irã, a situação em Cuba, o desenvolvimento da inteligência artificial, além de apresentar um balanço de seu governo e defender ações militares recentes.

O discurso ocorreu em um cenário de forte tensão internacional, com destaque para os conflitos no Oriente Médio, a guerra entre Rússia e Ucrânia e as disputas envolvendo o sistema multilateral. O secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia advertido sobre a instabilidade global, ressaltando que o poder militar, isoladamente, não garante a paz.

Trump utilizou o palco da ONU para apresentar sua política externa como uma estratégia baseada no uso do poder americano, com afirmações sobre indicadores econômicos, segurança e resultados militares de sua gestão. Conforme informação divulgada, o presidente destacou números positivos sobre a economia dos EUA, como a criação de mais de 1 milhão de empregos privados e o alcance de um recorde no número de americanos empregados. Ele também mencionou que a pobreza nos Estados Unidos atingiu o menor nível da história, com cerca de 1,5 milhão de pessoas saindo dessa condição no último ano, e que a renda familiar média real chegou a US$ 87 mil.

Guerra com o Irã domina agenda internacional

A guerra entre Estados Unidos e Irã foi um dos pontos centrais do discurso de Trump. Ele defendeu a decisão de iniciar a ofensiva contra o governo iraniano, afirmando que as ações americanas teriam enfraquecido significativamente as capacidades militares e nucleares do país. Trump alegou que os Estados Unidos destruíram o programa nuclear iraniano e grande parte de sua estrutura militar, incluindo navios, aeronaves, radares e sistemas de defesa aérea.

Durante a crítica ao governo de Teerã, a delegação iraniana deixou o plenário. Apesar do tom duro, Trump indicou a possibilidade de negociação, declarando que enfrenta uma decisão entre buscar um acordo para a reconstrução do Irã ou intensificar a ofensiva militar. Ele também solicitou que o Irã reabrisse completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o transporte de petróleo.

Cuba sob pressão: Trump anuncia busca por “mudança fundamental”

Um dos trechos de maior repercussão foi a declaração de Trump sobre Cuba. O presidente afirmou que seu governo busca uma “mudança fundamental” no país, classificando o Estado cubano como “falido” e prevendo sua queda iminente. “Liberdade virá para Cuba”, declarou Trump, o que provocou a saída da delegação cubana do plenário.

Trump também acusou o governo cubano de manter relações com organizações de esquerda nos Estados Unidos, como o Partido Comunista dos Estados Unidos, o Antifa e os Socialistas Democráticos da América. A pressão americana sobre Havana ocorre em meio a um embargo econômico que perdura há mais de seis décadas.

Inteligência Artificial e críticas à ONU marcam o discurso

A inteligência artificial (IA) também foi um tema abordado, com Trump defendendo seu desenvolvimento e afirmando que os Estados Unidos lideram essa área à frente da China. Ele propôs a utilização da expressão “superinteligência” em vez de IA e criticou previsões alarmistas sobre os riscos da tecnologia, embora tenha ressaltado que órgãos de segurança acompanharão o setor.

O funcionamento da própria ONU também foi alvo de críticas. Trump afirmou que sua administração trabalha para reduzir despesas e a burocracia da organização, mencionando cortes de 15% no orçamento previsto para 2026 e a eliminação de mais de 4 mil cargos. Ele criticou a influência de “burocratas globalistas” e rejeitou iniciativas internacionais que possam criar impostos globais.

Venezuela e a política externa americana no hemisfério

Trump apresentou a situação na Venezuela como um exemplo da disposição dos Estados Unidos em utilizar força militar no hemisfério ocidental, afirmando que Washington não permitirá a criação de bases ameaçadoras na região. Ele também defendeu uma política mais agressiva contra organizações criminosas, comparando cartéis de drogas ao Estado Islâmico (ISIS) e criticando a situação no México, pedindo que o governo mexicano recupere o controle de áreas dominadas por cartéis.

A fala de Trump na ONU reforçou sua visão de política externa centrada na capacidade americana de exercer pressão econômica e militar. O discurso combinou ameaças de escalada militar com declarações favoráveis à negociação, especialmente no caso do Irã, e reafirmou a defesa de uma atuação americana menos dependente de organismos multilaterais.

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