Chuvas devastam Juiz de Fora e Ubá, elevando o número de mortes para 36 e expondo vulnerabilidade de populações em áreas de risco.
A região da Zona da Mata mineira enfrenta um cenário desolador após as fortes chuvas que assolaram cidades como Juiz de Fora e Ubá. O número de vítimas fatais já atingiu a marca de 36 pessoas, conforme informações divulgadas pela Agência Estadão. A situação é crítica, com equipes de resgate trabalhando incessantemente para lidar com os desdobramentos da catástrofe natural.
A cidade de Matias Barbosa, embora tenha sido atingida pelas inundações, não registrou mortos ou desaparecidos até o momento, servindo como um ponto de contraste em meio à tragédia. Mais de 100 profissionais do Corpo de Bombeiros estão empenhados em diversas ocorrências na área, demonstrando a dimensão do desastre.
As consequências das chuvas vão além das perdas humanas e materiais, afetando também a rotina educacional. Em Juiz de Fora, todas as instituições da rede municipal de ensino tiveram suas aulas suspensas pelo menos até esta quinta-feira, 26. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também seguiu a mesma medida, interrompendo as atividades presenciais até sexta-feira, 27.
Fevereiro mais chuvoso da história de Juiz de Fora
Juiz de Fora está vivenciando o fevereiro mais chuvoso de sua história. Até o momento, o acumulado de chuvas na cidade atingiu 589 milímetros, um volume que supera em mais de três vezes o esperado para o mês, que era de 170 milímetros. Essa precipitação extrema é o principal fator por trás da onda de destruição observada na região.
130 mil pessoas em áreas de risco em Juiz de Fora
O cenário se agrava ao considerar que Juiz de Fora possui a nona maior população do Brasil vivendo em áreas de risco. De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência, cerca de 130 mil dos 540 mil habitantes do município estão suscetíveis a deslizamentos, inundações e enxurradas. Essa vulnerabilidade estrutural intensifica os impactos das chuvas torrenciais.
Mobilização e suspensão de atividades marcam resposta à tragédia
A resposta à emergência envolve uma ampla mobilização. A atuação do Corpo de Bombeiros é crucial nas operações de resgate e assistência às vítimas. A suspensão das aulas na rede municipal e na UFJF visa garantir a segurança de estudantes e servidores, além de permitir que as autoridades se concentrem nos esforços de recuperação e contenção dos danos causados pelas chuvas.
A cidade vizinha de Matias Barbosa resiste sem vítimas, mas em alerta
Enquanto Juiz de Fora e Ubá lidam com a tragédia das mortes e destruição, a cidade vizinha de Matias Barbosa, embora coberta pela água, registrou um alívio ao não contabilizar mortos ou desaparecidos. No entanto, a situação de alerta na região permanece, com a vigilância constante sendo fundamental para a prevenção de novos incidentes.




