STF marca julgamento crucial sobre o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes para fevereiro de 2025.
O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu as datas para o julgamento do caso que chocou o Brasil em março de 2018, o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma, convocou formalmente três sessões para a análise do processo, com a primeira prevista para o dia 24 de fevereiro, às 9h.
Caso seja necessário, novas sessões foram agendadas para o mesmo dia, à tarde, das 14h às 18h, e uma sessão extraordinária para o dia 25 de fevereiro, também às 9h. A definição das datas ocorreu após o processo ser liberado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, e acontece antes do período de recesso do tribunal, que se inicia em dezembro e vai até fevereiro.
A notícia sobre o agendamento do julgamento foi divulgada pelo portal Diário do Comércio, baseada em informações da Agência Brasil. O caso envolve a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, que foram executados a tiros no centro do Rio de Janeiro, gerando comoção nacional e internacional.
Réus e Acusações no Caso Marielle Franco
Estão presos preventivamente e serão julgados o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, seu irmão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, que é assessor de Domingos Brazão.
As investigações apontam que os irmãos Brazão e Barbosa seriam os mandantes do crime. A delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, que confessou ser o autor dos disparos, detalha o envolvimento dos demais réus. Lessa afirmou que Rivaldo Barbosa participou dos preparativos para a execução.
Ronald Alves de Paula é acusado de monitorar a rotina de Marielle Franco e repassar as informações ao grupo. Robson Calixto teria sido o responsável por entregar a arma utilizada no crime para Ronnie Lessa, conforme aponta a investigação da Polícia Federal.
Motivação Política Ligada a Questões Fundiárias
Segundo a Polícia Federal, o assassinato de Marielle Franco estaria diretamente ligado ao seu posicionamento contrário aos interesses de um grupo político liderado pelos irmãos Brazão. Esse grupo possui ligações com questões fundiárias em áreas do Rio de Janeiro controladas por milícias.
O crime chocou o país pela sua brutalidade e pela figura pública de Marielle Franco, uma defensora dos direitos humanos e da população periférica. A investigação buscou desvendar não apenas quem executou os disparos, mas também quem planejou e ordenou o duplo homicídio.
Negativa de Participação pelos Acusados
Apesar das acusações e das evidências apresentadas durante a investigação, todos os réus presos preventivamente negaram participação no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Eles responderão pelo crime perante a Primeira Turma do STF.
O julgamento no STF é um passo importante para a busca por justiça no caso, que se arrasta há anos. A expectativa é que as sessões em fevereiro tragam mais clareza sobre os fatos e as responsabilidades dos envolvidos na execução de Marielle e Anderson.




