O governo federal manifestou forte oposição a um parecer na Câmara dos Deputados que propõe a redução da jornada semanal para 40 horas, mas mantém a escala de trabalho 6×1. Ministros do Planalto criticaram a proposta, que deve ser votada em breve em uma subcomissão parlamentar, e reforçaram a defesa pela extinção desse modelo.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que a posição do governo é clara: acabar com a escala 6×1. Segundo ela, a intenção é garantir mais qualidade de vida para os trabalhadores, assegurando não apenas a redução da jornada, mas também a ampliação do tempo livre para lazer, cuidados familiares e resolução de questões pessoais.
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, expressou surpresa com o parecer e afirmou que o governo continuará lutando por mudanças. Ele enfatizou que a defesa pelo fim da escala 6×1, sem redução salarial, se estenderá ao Parlamento, à sociedade e às ruas, demonstrando a firmeza da posição governamental.
Parecer em Discussão Mantém Modelo Tradicional
O parecer em questão, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apesar de prever a redução da jornada para 40 horas semanais, sustenta a manutenção do regime de trabalho 6×1. Essa escala, que prevê seis dias de trabalho seguidos por um de descanso, é alvo de críticas por parte de setores que buscam modernizar as condições de trabalho.
Preocupações do Setor Produtivo e Parlamentares
Entidades do setor produtivo têm demonstrado apreensão com as possíveis alterações na legislação trabalhista. Elas alertam que mudanças abruptas podem acarretar um aumento nos custos operacionais, impactando especialmente setores que dependem fortemente de trabalhadores em turnos, como o comércio e os serviços. Parlamentares contrários à extinção da escala 6×1 também citam a necessidade de considerar o impacto econômico em um cenário de desaceleração da atividade.
Próximos Passos da Proposta na Câmara
O parecer será submetido à votação da subcomissão nesta quarta-feira. Caso aprovado, o texto avançará para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise e, posteriormente, poderá ser encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados, onde ganhará força de lei se aprovado por todos os trâmites.




