Flávio Bolsonaro e Lula empatados tecnicamente em nova pesquisa para o segundo turno
Uma pesquisa divulgada pela Quaest nesta quarta-feira (14) revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL) detém 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 44%. Este resultado configura um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento, que ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de agosto, também apontou 9% de votos em branco ou nulo e 1% de indecisos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.
Este é o primeiro levantamento da Quaest após o primeiro turno das eleições presidenciais. Na ocasião, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, superando os 45,15% de Lula. Uma pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em 8 de agosto, indicava Flávio Bolsonaro à frente com 52% das intenções de votos válidos contra 48% de Lula.
Rejeição e aprovação dos governos em foco
O índice de rejeição dos candidatos também foi medido pela Quaest. De acordo com o levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram que não votam em Flávio Bolsonaro, enquanto 53% disseram o mesmo em relação a Lula. Estes números mostram uma disputa acirrada em termos de percepção negativa.
Em relação à avaliação do governo Lula, a pesquisa Quaest indicou que 48% desaprovam a gestão, 45% aprovam e 7% não responderam ou não sabem. Quanto à avaliação geral da gestão governamental, 40% dos entrevistados a consideraram negativa, 34% positiva e 24% regular.
Transferência de votos e o desafio em Minas Gerais
A pesquisa também analisou como eleitores de candidatos derrotados no primeiro turno pretendem votar. Entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD), 42% declararam apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, e 23% a Lula. Para eleitores de Renan Santos (Missão), 40% vão de Flávio e 14% de Lula. Já entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), 34% preferem Lula e 30% Flávio.
Em Minas Gerais, estado com o segundo maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro assumiu a dianteira no primeiro turno, com uma vantagem de 4,91 pontos sobre Lula. Ele conquistou os maiores colégios eleitorais do estado, incluindo Belo Horizonte e a maioria das cidades da região metropolitana, além de nove dos dez maiores colégios eleitorais mineiros.
Estratégias de campanha e o eleitorado em busca de mudança
Analistas apontam que a derrota de Lula nas grandes cidades mineiras pode indicar um eleitorado que busca perspectivas de mudança. Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest, sugere que isso está associado a um eleitor de classe média trabalhadora frustrada com o poder de compra.
A alta abstenção em Minas Gerais, com mais de 3,7 milhões de pessoas deixando de votar (22,81%), representa um desafio adicional. O PT busca mobilizar eleitores na região metropolitana e fortalecer sua narrativa nas redes sociais, enquanto o PL foca em ampliar a mobilização entre eleitores que não votaram no primeiro turno e absorver votos de candidatos eliminados.
Apoios e o tom da reta final da campanha
A campanha de Flávio Bolsonaro tem se beneficiado do apoio de partidos como PSD, União Brasil, PP, Novo e Republicanos. O PL espera uma participação mais efetiva de figuras como Cleitinho Azevedo e a mobilização de eventos como os puxados por Nikolas Ferreira.
Segundo Zé Vitor, presidente estadual do PL em Minas, a votação expressiva do partido reflete insatisfação com impostos altos, corrupção e insegurança jurídica, indicando o tom da reta final da campanha. A estratégia petista, por outro lado, visa descentralizar a campanha e alcançar eleitores indecisos e abstêmios, com foco nas grandes cidades onde Lula perdeu votos.




