Nova Reforma da Previdência: INSS pode aumentar contribuição de MEI de 5% para 11% e mudar idade mínima

Nova Reforma da Previdência em Debate: MEI pode ter alíquota elevada e idade mínima flexível
A discussão sobre uma nova Reforma da Previdência Social reacendeu o debate econômico no Brasil. Pesquisadores de instituições como o Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e o Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) apresentaram propostas de mudanças no INSS.
Entre as sugestões mais comentadas está a elevação da alíquota de contribuição previdenciária para o Microempreendedor Individual (MEI). Atualmente, o MEI contribui com 5% sobre o salário mínimo, garantindo acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade.
No entanto, os autores dos estudos argumentam que essa alíquota de 5% é insuficiente para a sustentabilidade do sistema previdenciário a longo prazo. A proposta de aumento da contribuição do MEI seria para 11% do salário mínimo, equiparando-a a outros segurados do INSS.
Vinculação da Idade Mínima à Expectativa de Vida
Outra proposta relevante apresentada pelos especialistas é a mudança na idade mínima para aposentadoria. A ideia é que a idade não seja mais um número fixo, mas sim ajustada automaticamente com base nos dados de expectativa de vida divulgados pelo IBGE.
Com essa alteração, a idade mínima para se aposentar poderia, no futuro, alcançar 67 anos. Atualmente, a regra geral estabelece 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. É importante notar que a média real de aposentadoria no Brasil, considerando as regras de transição, é de 61 anos.
Outras Medidas Sugeridas para o INSS
Além das mudanças para o MEI e a idade mínima, os estudos sugerem outras medidas para o INSS. Dentre elas, destaca-se a ideia de conceder um bônus na aposentadoria para mulheres com filhos, como forma de reconhecer o papel da maternidade.
Há também a proposta de revisão dos critérios para aposentadorias especiais, voltadas para atividades de risco ou insalubres, e alterações nas regras de correção dos benefícios previdenciários, especialmente aqueles vinculados ao piso da previdência. Uma inovação sugerida é a criação de um modelo misto para a previdência, combinando o sistema público do INSS com contas individuais de capitalização.
Essas propostas, segundo os pesquisadores, visam garantir o equilíbrio financeiro e a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro diante do envelhecimento da população e das mudanças demográficas. Acompanhar o desenrolar dessas discussões é fundamental para entender os futuros impactos na vida dos trabalhadores brasileiros.