Moda Circular Como Ferramenta de Transformação
O Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, foi palco de um evento especial que uniu moda, sustentabilidade e o fortalecimento da autonomia feminina. A iniciativa, parte do projeto Re-Valorize do Instituto Por Elas, foca na moda circular como um caminho para a geração de renda, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade social.
O evento principal, batizado de Troca & Valoriza, proporcionou um ambiente para lideranças femininas trocarem peças de vestuário. O objetivo é dar um novo ciclo de vida a roupas, promovendo o consumo consciente e, ao mesmo tempo, gerando oportunidades econômicas. As peças que não forem trocadas serão destinadas ao Instituto Por Elas, que as converterá em recursos para apoiar mulheres que desejam empreender no universo da moda circular.
Esta iniciativa já demonstrou seu potencial em escala global. Em março de 2026, o projeto Re-Valorize foi lançado oficialmente em Nova York, durante a 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU (CSW70). A programação incluiu um evento na Câmara de Comércio de Manhattan e uma ação de troca de peças, reunindo executivas e representantes internacionais, evidenciando a relevância do tema.
Capacitação Online Expande Horizontes
Além da ação presencial em Belo Horizonte, o projeto Re-Valorize oferece uma trilha de capacitação online, acessível a mulheres de todo o Brasil. Com um investimento a partir de R$ 59,90, o curso já atraiu mais de 70 alunas em sua aula inaugural, superando 300 inscrições totais. Esta modalidade de aprendizado democratiza o acesso ao conhecimento.
O conteúdo programático do curso abrange desde a curadoria e seleção de peças até precificação, construção de identidade de marca, estratégias de vendas digitais e as práticas essenciais da economia circular. O Instituto Por Elas visa fornecer ferramentas práticas para que as participantes possam estruturar seus próprios negócios, utilizando peças já existentes como ponto de partida.
Os dados das inscrições revelam interesses claros das participantes: 56% buscam entender melhor a sustentabilidade, 45% desejam aprender a empreender, 44% almejam integrar uma rede de apoio entre mulheres e 43% buscam gerar renda extra. É notável que 87% já tiveram algum contato com moda circular, 65% têm 35 anos ou mais e 46% expressaram o desejo de abrir o próprio negócio, mostrando um público engajado e com potencial empreendedor.
Diálogo sobre Autonomia e Impacto Social
A programação no Palácio das Mangabeiras incluiu um diálogo enriquecedor entre Rizzia Froes, presidente do Instituto Por Elas, e Sâmara Merrighi, especialista em moda circular e ESG (Ambiental, Social e Governança). A conversa explorou o papel fundamental da moda circular como catalisadora de autonomia econômica e impacto social positivo.
“Revalorizar é entender que cada mulher carrega uma história única e que a moda circular pode ser uma ferramenta para abrir caminhos, fortalecer a autoestima e criar oportunidades de transformação”, destacou Rizzia Froes. Sua fala ressalta a dimensão humana e pessoal por trás da iniciativa.
Sâmara Merrighi complementou, enfatizando que a moda circular transcende o simples reaproveitamento de roupas. “Quando uma peça muda de mãos com propósito e destino claros, ela carrega consigo uma cadeia inteira de possibilidades econômicas e de autonomia”, afirmou. Suas palavras sublinham o potencial econômico e de empoderamento inerente a cada peça recirculada.
Moda Circular: Um Futuro Sustentável e Inclusivo
O projeto Re-Valorize, através de suas ações presenciais e online, demonstra o poder da moda circular em gerar renda, promover a sustentabilidade e empoderar mulheres. A iniciativa contribui para a construção de um futuro onde a moda é vista não apenas como expressão estética, mas como um motor de mudança social e econômica.
A conexão entre moda circular, sustentabilidade e autonomia feminina se fortalece a cada peça trocada e a cada mulher capacitada. O Instituto Por Elas, com sua visão transformadora, abre caminhos para que mais mulheres descubram seu potencial empreendedor e contribuam para uma economia mais justa e consciente.





