Mineração: Mulheres Avançam em Cargos de Liderança, Mas Participação Geral Estagna em 22% e Sucessão Feminina Cai Drasticamente - Brasa Noticias

Mineração: Mulheres Avançam em Cargos de Liderança, Mas Participação Geral Estagna em 22% e Sucessão Feminina Cai Drasticamente

Mineração tem avanço na liderança feminina, mas participação geral está estagnada

Apesar de um crescimento notável em posições de alta liderança e em conselhos administrativos, a participação feminina na força de trabalho geral do setor de mineração permaneceu estagnada em 22%. O 5º Relatório de Indicadores 2025 do Women In Mining Brasil (WIM Brasil), em parceria com a EY, aponta um cenário de avanços pontuais, mas que ainda não se traduzem em uma expansão significativa da presença de mulheres na área.

O estudo, divulgado recentemente, destaca um aumento de 3% na participação feminina em cargos executivos, alcançando 25% do mercado, e um crescimento de 17% em assentos em conselhos administrativos, totalizando 28%. Esses números, embora positivos, contrastam com a estabilidade geral.

Conforme informação divulgada pelo WIM Brasil, as contratações de mulheres representaram 41% do total de admissões, e as promoções também registraram avanço em cargos de gestão e base. O setor de mineração, especificamente, superou os percentuais gerais que incluem empresas prestadoras de serviços e fornecedores. A diretora do WIM Brasil, Luciana Félix, ressalta a importância do relatório para mapear a realidade da diversidade, equidade e inclusão no segmento.

Avanços pontuais e desafios estruturais na mineração

Luciana Félix explica que o relatório busca oferecer um diagnóstico realista sobre a evolução do segmento em relação à diversidade. “Nesta edição, frente à anterior, percebemos que o número de mulheres no geral na mineração acabou ficando muito próximo do ano anterior, 22% frente a 23%. Mas conseguimos enxergar um aumento no número de cadeiras de conselhos, de executivos e da alta liderança”, afirmou.

No entanto, a falta de um avanço consistente na participação geral de mulheres na mineração indica dificuldades estruturais nas organizações para ampliar o acesso feminino ao ambiente corporativo. Isso pode ser resultado de um desalinhamento entre as estratégias de inclusão e as práticas cotidianas, como processos seletivos que não são verdadeiramente inclusivos, um ambiente de trabalho pouco acolhedor e barreiras invisíveis.

Mantendo o ritmo atual de crescimento, a paridade de gênero na mineração só seria alcançada em 2081, o que evidencia a lentidão das transformações e a urgência em acelerar essas mudanças para alcançar a equidade.

Queda preocupante em programas de sucessão feminina

Um dos pontos mais alarmantes do relatório é a queda drástica na participação feminina em programas de sucessão, que despencou de 31% em 2024 para 18% em 2025, interrompendo uma sequência de três anos de crescimento. As possíveis causas incluem a falta de priorização institucional, cortes de recursos e programas mal desenhados.

Mesmo no pico, menos de um terço das participantes eram mulheres, demonstrando que a base para a preparação feminina para a sucessão de liderança já era limitada. Essa queda levanta questionamentos sobre se a promoção da sucessão feminina é uma prioridade estratégica ou apenas uma resposta a pressões externas.

Raça e gênero: um recorte ainda mais desafiador

O relatório também revela que menos de um terço das promoções foram para mulheres, e apenas 30% das empresas monitoram promoções por raça/cor. Onde há monitoramento, a participação de mulheres pardas (17,9%) e pretas (6,1%) na sucessão de lideranças é drasticamente sub-representada em comparação com mulheres brancas (57,5%).

Cerca de 80% das empresas não monitoram sucessão com recorte de gênero e raça, o que dificulta a identificação e a correção de desigualdades. Luciana Félix destaca que, ao olhar para raça, a situação se torna ainda mais complicada, evidenciando a necessidade de programas mais eficazes e com indicadores claros de efetividade.

Queda nas denúncias de assédio levanta alerta de subnotificação

Em relação à segurança e ética, o cenário aponta um retrocesso. Apenas 84% das 57 empresas participantes declararam possuir um canal confidencial e formalizado para denúncias de discriminação e assédio, o menor percentual desde 2021. Em 2025, foram registradas 122 denúncias de assédio sexual, das quais 76 foram procedentes (62%).

Contudo, houve uma queda drástica de 71% nas denúncias recebidas e de 88% nas denúncias procedentes pelos Canais de Ética em geral. A diretora do WIM Brasil expressa preocupação com essa queda, sugerindo uma possível subnotificação de casos devido ao contexto nacional. “Esse é um ponto de atenção para que todas as empresas fiquem atentas e evitem a subnotificação”, alertou Félix.

O 5º Relatório de Indicadores WIM Brasil contou com a participação de 57 empresas signatárias do setor mineral, representando um crescimento significativo desde 2021.

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Welbert Lucas de Oliveira
Welbert Lucas de Oliveira

Welbert Lucas é um talentoso redator do site Brasa Noticias, apaixonado por filmes, games e cultura pop. Sua paixão por esses temas transparece em seu trabalho, onde ele combina sua habilidade de escrita com seu vasto conhecimento dessas áreas. Com uma escrita envolvente e criativa, Welbert é capaz de transportar os leitores para universos cinematográficos, aventuras virtuais e cenários cheios de referências culturais. Além de seu talento como redator, ele é um verdadeiro entusiasta, sempre atualizado sobre as últimas novidades da indústria do entretenimento. Seja através de críticas cinematográficas, análises de jogos ou artigos sobre cultura pop, Welbert Lucas oferece conteúdo de qualidade que entretém e informa os leitores do Brasa Noticias de forma única e apaixonante.

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