Governo de Minas entrega a Medalha da Inconfidência 2026 em Ouro Preto, celebrando a liberdade e o desenvolvimento do estado.
A histórica cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, foi palco na última terça-feira (21) da tradicional cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência. A honraria, concedida anualmente pelo Governo do Estado, reverencia personalidades e instituições que se destacam por suas contribuições ao desenvolvimento de Minas Gerais e do país.
A data escolhida, 21 de abril, é um marco nacional por celebrar o feriado de Tiradentes, nome pelo qual ficou conhecido Joaquim José da Silva Xavier, o mártir da Inconfidência Mineira, cuja morte completa 234 anos em 2026. A cerimônia simboliza a transferência da capital do estado para Ouro Preto durante as celebrações, reforçando a importância histórica da cidade.
Criada em 1952 pelo então governador Juscelino Kubitschek, a Medalha da Inconfidência é um reconhecimento de grande prestígio. A honraria é dividida em quatro graus: Grande Colar, Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência. Ao todo, 170 agraciados receberam a distinção em 2026, além do Grande Colar, a mais alta honraria.
Tarcísio de Freitas recebe o Grande Colar da Inconfidência
O Grande Colar, a mais alta honraria concedida pelo Governo de Minas, foi entregue em 2026 ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A distinção é reservada a chefes de Estado, de Governo e dos demais Poderes da União. Tarcísio de Freitas, eleito em 2023, possui vasta experiência em cargos estratégicos da administração pública, tendo sido ministro da Infraestrutura e atuado no Programa de Parcerias de Investimentos.
Em seu discurso, Tarcísio de Freitas ressaltou a importância da liberdade como uma conquista diária e que a Inconfidência foi um projeto de país. “Ao receber essa comenda, não recebo um prêmio, recebo um chamado para não esquecer que a liberdade não é só herança, é conquista diária que a inconfidência não foi só um levante, foi um projeto, um projeto de país”, declarou o governador.
Homenagens e o legado dos inconfidentes
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, conduziu a solenidade e destacou a importância de Ouro Preto para a memória do estado e do país. “Estar em Ouro Preto a cada ano é uma oportunidade de relembrar os inconfidentes, e isso significa ter a responsabilidade de relembrar a história, de exaltar o que essas pessoas fizeram. Significa também a oportunidade de reforçarmos o valor da liberdade para os mineiros”, afirmou Simões.
A cerimônia contou com a presença de agraciados, representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de universidades e outras instituições. Entre os presentes estavam o ex-governador Romeu Zema, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Tadeu Leite, e o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo.
Diversidade de agraciados e a representatividade mineira
A lista de agraciados com a Medalha da Inconfidência é historicamente diversa, abrangendo autoridades, militares, gestores públicos, professores, pesquisadores, artistas, empresários e lideranças sociais. Essa pluralidade reflete a valorização de diferentes trajetórias que impulsionam o desenvolvimento econômico, social, cultural e institucional de Minas Gerais e do Brasil.
Representando os homenageados, o poeta Fabrício Carpinejar relembrou figuras notáveis de Minas Gerais que ganharam destaque nacional e internacional. Ele citou nomes como o músico Lô Borges e o influenciador Henrique Costa Ferreira, o Henrique Maderite, que faleceram recentemente, além de Adélia Prado, Pelé, Santos Dumont, Guimarães Rosa e Sebastião Salgado, como exemplos de excelência e dedicação.
Rito tradicional em Ouro Preto
A solenidade da Medalha da Inconfidência segue um rito tradicional em Ouro Preto, com dois momentos marcantes. O primeiro é a cerimônia militar na Praça Tiradentes, com a participação dos Dragões da Inconfidência, hasteamento da bandeira, homenagem ao monumento de Tiradentes e salva de 21 tiros. Em seguida, as medalhas são entregues no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
A data reforça valores históricos de Minas Gerais, como a defesa da liberdade e a construção democrática. A escolha de Ouro Preto como sede da cerimônia também evoca seu papel como antiga capital do estado, função exercida entre 1823 e 1897, consolidando o simbolismo da transferência da capital durante as celebrações.





