Projeto Parceiros do Futuro impulsiona discussão estratégica sobre a identidade e o futuro de Minas Gerais, visando posicionamento nacional e internacional.
Lideranças empresariais, institucionais e do ecossistema de inovação de Minas Gerais deram início a um debate crucial sobre como o Estado deve se projetar no Brasil e no mundo nas próximas décadas. A discussão central gira em torno da definição da marca Minas Gerais, com o objetivo de transformá-la em um verdadeiro ativo para o desenvolvimento econômico, científico e cultural.
O projeto Parceiros do Futuro, uma iniciativa do Diário do Comércio em parceria com a consultoria Spine, lidera este ciclo de debates. O objetivo é fomentar a construção de uma Minas Gerais mais próspera e protagonista de seu próprio destino, promovendo um diálogo contínuo com aqueles que moldam o futuro do Estado.
O primeiro encontro do ciclo de 2026, focado na construção da marca mineira, ocorreu na sede da CDL/BH. O evento reuniu presidentes e líderes que impulsionam a transformação de Minas, buscando lapidar a percepção sobre o Estado e explorar novas formas de capitalizar seus atributos. A discussão dá continuidade a um debate iniciado em dezembro de 2025, que apontou a marca de Minas como ainda muito atrelada ao passado, necessitando refletir melhor seus atributos atuais, como a liderança em inovação e produção científica.
A Importância de Definir a Marca Minas Gerais
Adriana Muls, presidente e diretora editorial do Diário do Comércio, ressalta a importância de dar materialidade à construção da marca Minas para que ela seja plenamente apropriada pela sociedade mineira. “Estamos apenas no segundo fórum e dobramos o número de lideranças participantes. Isso demonstra uma vontade muito grande de construir um futuro sustentável e inclusivo em Minas Gerais”, afirmou.
Ela acrescenta que a diversidade de olhares presentes no fórum permitiu um painel rico, que evidenciou o orgulho do que Minas já é, mas também a necessidade de avançar para que todo o potencial do Estado seja reconhecido e mostrado. A discussão sobre ambição, marca e identidade mineira foi um ponto forte do encontro.
Mineração e Cultura como Pilares da Identidade Mineira
Thiago Toscano, presidente da Itaminas, destacou a relevância de projetos como o Parceiros do Futuro para o desenvolvimento econômico do Estado. “Minas está no nosso nome, a conexão é direta. A Itaminas é uma mineradora e o minério de ferro é a principal atividade econômica do Estado. Então, na hora que se cria um grupo com essa qualidade, é nosso dever participar. Não existe futuro de Minas sem a mineração”, declarou.
O Inhotim foi citado como um exemplo emblemático de como a mineiridade pode apresentar a modernidade e a capacidade de internacionalização do Estado. Luciana Zanini, CFO do Inhotim, explicou que o parque nasceu sustentável e que sua missão é ajudar a entender como Minas pode ser uma referência global. “Partimos do local para ser uma referência global. É muito importante saber que os reconhecimentos recentes que tivemos foram espontâneos. Os mineiros se orgulham do Inhotim e temos a maior recorrência em visitação. A autenticidade é um atributo que discutimos muito e, no nosso caso, é um encontro único entre natureza e arte. E Minas é assim. Se trabalharmos a dimensão do encontro, vamos mostrar o que temos de melhor”, disse.
Visão de Longo Prazo e a Luta pela Continuidade de Projetos
Carlos Arruda, presidente da Fapemig, enfatizou a necessidade de a sociedade civil “brigar” mais pela preservação de programas e políticas voltados para o futuro de Minas. “Identidade é preservar e transformar ao mesmo tempo. A descontinuidade é terrível e a sociedade civil precisa se colocar para impedir que as boas coisas sejam paralisadas a cada troca de governo ou de gestor. Precisamos brigar para preservar o que estamos defendendo. Vamos continuar mineiros, valorizando a nossa história e ter a braveza suficiente para comprar brigas defendendo o desenvolvimento socioeconômico de Minas”, pontuou.
Frederico Quaresma Madureira, pesquisador e sócio da Spine, descreveu o Fórum de Líderes como um passo inicial para definir os elementos que formarão a identidade de Minas e guiarão o planejamento futuro. O objetivo é construir um plano com projetos robustos e metas claras para um futuro diferente até 2040. “Tivemos várias propostas interessantes, com uma visão de como Minas deve se apropriar de elementos de distintividade, acompanhando uma pauta internacional, com uma linha de conhecimento aprofundado, elementos de design e de conhecimento. O desafio é transformar isso numa nova leitura da Marca de Minas e definir como esses elementos devem pautar projetos de transformação”, completou.
A construção da marca Minas, segundo o debate, passa pelo reconhecimento e projeção dos pontos fortes do Estado. A proposta é transformar a identidade em uma estratégia de desenvolvimento, com o objetivo de posicionar Minas Gerais de forma mais clara e competitiva no cenário nacional e internacional até 2040.





