Lithium Ionic Vende Propriedades de Lítio em Salinas para a PLS por US$ 37,5 Milhões, Focando no Projeto Bandeira

Lithium Ionic fecha venda de ativos de lítio em Salinas para a PLS por expressivos US$ 37,5 milhões, impulsionando o Projeto Bandeira
A empresa canadense Lithium Ionic anunciou um marco importante em suas operações no Brasil. Por meio de suas subsidiárias Salit Mineração e Neolit Minerals, a companhia firmou um acordo definitivo para a venda de um conjunto de propriedades de lítio localizadas em Salinas, no Norte de Minas Gerais, para a PLS Brasil, subsidiária da australiana PLS Group. O negócio, avaliado em US$ 37,5 milhões (aproximadamente R$ 193,6 milhões), representa um passo significativo para a Lithium Ionic, direcionando capital para seu projeto principal.
A transação, que ainda depende do cumprimento de condições usuais para operações deste porte, abrange dez direitos minerários e ativos associados. A proximidade dessas áreas com o Projeto Colina, já pertencente à PLS, era um fator que vinha alimentando especulações de mercado sobre uma possível negociação. Conforme divulgado pela Lithium Ionic, o acordo visa otimizar o portfólio de ambas as empresas e acelerar o desenvolvimento de projetos estratégicos.
O CEO da Lithium Ionic, Blake Hylands, destacou a importância da transação, afirmando que ela “cristaliza o valor para os acionistas sem diluição, em um momento construtivo do ciclo do lítio”. Ele também ressaltou que o royalty de 2% sobre futuras vendas de espodumênio, mantido pela Lithium Ionic, garante a exposição dos acionistas ao potencial desenvolvimento futuro de Baixa Grande pela PLS, consolidada como uma das maiores operadoras de lítio de rocha dura globalmente.
Detalhes do Acordo e Impacto Financeiro
A Lithium Ionic receberá um pagamento inicial de US$ 30 milhões no fechamento do negócio, previsto para ocorrer em até dez dias úteis. Um valor adicional de US$ 7,5 milhões será pago posteriormente, condicionado à decisão final de investimento da PLS para o Projeto Colina ou até o final de 2029, o que ocorrer primeiro. Este montante total representa um aumento considerável em relação ao valor pago pela Lithium Ionic na aquisição original das propriedades em Salinas, em março de 2023, evidenciando a valorização e o potencial do depósito de Baixa Grande, o principal ativo negociado.
Potencial de Baixa Grande e Royalty Estratégico
Em janeiro de 2025, a Lithium Ionic divulgou uma estimativa de recursos minerais para o Projeto Baixa Grande, apontando para 19,4 milhões de toneladas. Deste total, 6,52 milhões de toneladas foram classificadas como recursos medidos e indicados, enquanto 12,9 milhões de toneladas se enquadram na categoria de recursos inferidos. Além do pagamento em dinheiro, a Lithium Ionic, através da Neolit Minerals, manterá um royalty de 2% sobre a receita das futuras vendas de espodumênio extraído dessas áreas, com base no preço FOB. A expectativa é que a PLS integre Baixa Grande ao seu Projeto Colina.
Destinação dos Recursos e Foco no Projeto Bandeira
Os recursos provenientes da venda das propriedades em Salinas serão integralmente destinados ao avanço do Projeto Bandeira, o principal empreendimento da Lithium Ionic, situado entre Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. O capital obtido é crucial para que a Lithium Ionic avance nas etapas de aquisição, contratação de obras iniciais e preparação para a implantação do Bandeira, visando uma decisão final de construção. A transação marca uma transição estratégica da empresa de uma exploradora com múltiplos ativos para uma desenvolvedora focada em um projeto chave.
Próximos Passos e Desafios do Projeto Bandeira
A Lithium Ionic projeta obter a licença ambiental necessária para o início da construção do Projeto Bandeira ainda em 2026. Paralelamente, a titularidade do projeto enfrenta disputas legais e regulatórias no Canadá. A empresa busca consolidar sua posição e avançar com o desenvolvimento, contando com o capital recém-adquirido para impulsionar suas metas.