IPCA-BH: Inflação em Belo Horizonte desacelera em agosto, mas condomínios e refeições fora pesam no bolso

IPCA-BH mostra desaceleração em agosto, mas custos específicos ainda preocupam moradores de BH
A inflação em Belo Horizonte, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-BH), apresentou uma desaceleração significativa na segunda quadrissemana de agosto de 2026. O indicador, que abrange o consumo de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, registrou uma alta de 0,24% neste período.
Este resultado é notavelmente menor se comparado aos 0,43% da quadrissemana anterior e aos 0,75% registrados no mesmo período de julho. Apesar da tendência de queda, o acumulado do IPCA-BH em 2026 já atinge 4,13%, e nos últimos 12 meses, a alta é de 4,50%.
A pesquisa, divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead), aponta os vilões e os mocinhos da cesta de consumo em agosto. Conforme informação divulgada pela Fundação Ipead, alguns itens específicos ainda causam impacto no orçamento dos belo-horizontinos.
Condomínios e refeições fora de casa puxam a alta
Entre os itens que mais contribuíram para a elevação do IPCA-BH na segunda quadrissemana de agosto, destacam-se o condomínio residencial, com um aumento de 1,89%, e refeição fora de casa, que subiu 1,20%. Outros produtos como cigarro em maço (9,55%), vidro (13,09%) e cerveja em supermercados (12,33%) também registraram altas expressivas, impactando o poder de compra.
Itens essenciais e serviços registram quedas
Por outro lado, a pesquisa da Fundação Ipead também apontou itens que apresentaram redução de preços no período. Excursões tiveram uma queda considerável de 4,11%, enquanto a batata inglesa sofreu uma desvalorização de 25,00%. Tapetes (-7,68%), mão de obra (-2,17%) e conserto de automóvel (-1,43%) também figuram entre os produtos e serviços que ficaram mais baratos.
IPCR-BH segue a mesma tendência de desaceleração
O Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR-BH), que foca nas famílias com renda de até cinco salários mínimos na capital mineira, também mostrou uma tendência de desaceleração. O indicador registrou alta de 0,22% na segunda quadrissemana de agosto, abaixo dos 0,37% da semana anterior e dos 0,73% do mesmo período em julho. No acumulado do ano, o IPCR-BH sobe 3,83%, e nos últimos 12 meses, a alta é de 3,82%.