Entenda as estratégias para maximizar seu retorno na declaração do Imposto de Renda 2026 e evite perdas financeiras.
O período de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) se aproxima, e com ele, a busca por maneiras de aumentar a restituição ou diminuir o imposto a pagar. Especialistas apontam que a atenção a certas deduções é fundamental para um bom resultado financeiro.
As despesas com saúde se destacam como um dos principais aliados do contribuinte, oferecendo a possibilidade de abatimento integral, desde que devidamente comprovadas. Essa é uma oportunidade que muitos ainda desconhecem ou subutilizam em seus planejamentos.
A legislação tributária prevê mecanismos que, se bem utilizados, podem fazer uma diferença significativa no bolso do cidadão. Informar-se sobre as regras e as novidades, como a nova faixa de isenção, é o primeiro passo para uma declaração mais vantajosa. Conforme informações divulgadas pelo Diário do Comércio, os gastos com saúde são o principal instrumento para reduzir o imposto devido.
Gastos com Saúde: Uma Oportunidade sem Limites
De acordo com Scheila Silva, professora da área de gestão e comércio do Senac em Juiz de Fora, as despesas com saúde são as mais relevantes por não possuírem um teto de dedução. Isso significa que, desde que haja comprovação por meio de notas fiscais e recibos, todo o valor gasto pode ser abatido da base de cálculo do imposto. Suely Maria Marques de Oliveira, conselheira do Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRCMG), reforça a importância da documentação fiscal para garantir esse benefício.
Para o Imposto de Renda 2026, uma novidade operacional surge: recibos de profissionais liberais da área de saúde deverão ser emitidos pela plataforma Receita Saúde. Segundo Suely Oliveira, os contribuintes poderão consultar diretamente os gastos registrados no sistema, facilitando a comprovação. É crucial guardar todos os comprovantes de despesas médicas, hospitalares, odontológicas, planos de saúde e até mesmo gastos com fisioterapia e tratamentos psicológicos, pois todos podem ser deduzidos integralmente.
Educação: Um Limite Individual Importante
As despesas com educação também contribuem para a redução da base de cálculo do Imposto de Renda, mas com uma particularidade: existe um limite anual individual. Para o ano-base 2025, esse teto foi de R$ 3.561,50 por contribuinte ou dependente. A Receita Federal ainda não divulgou o valor atualizado para o ano-base 2026, mas a dedução é vantajosa por poder ser aplicada separadamente para cada pessoa incluída na declaração. São elegíveis despesas com ensino infantil, fundamental, médio, superior (graduação e pós-graduação) e técnico. No entanto, é importante lembrar que cursos livres, idiomas e material escolar não são dedutíveis.
Dependentes: Cautela com a Renda Própria
Incluir dependentes na declaração pode reduzir a base de cálculo do imposto, mas é preciso ter atenção caso eles possuam renda própria. Scheila Silva alerta que, se a renda tributável do dependente for elevada, somá-la à renda do titular pode anular o benefício da dedução. A recomendação é simular a declaração com e sem o dependente para avaliar qual cenário é mais vantajoso. Suely Oliveira complementa que os rendimentos próprios do dependente devem ser cuidadosamente avaliados antes de sua inclusão.
Outras Deduções e o Impacto da Nova Isenção
Além de saúde e educação, outras deduções como pensão alimentícia, contribuições para previdência privada (PGBL) e despesas com empregados domésticos (em alguns casos específicos) também diminuem o imposto devido. Se o imposto retido na fonte for superior ao valor final devido após as deduções, a restituição tende a aumentar. A partir de 2026, a isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto até R$ 7.350 alteram a lógica do planejamento tributário. Para rendas acima desse patamar, as deduções continuam sendo estratégicas. Contudo, a isenção mensal não dispensa a atenção na declaração anual, pois rendas de diferentes fontes são somadas no ajuste final.
A escolha entre o modelo simplificado e o completo de declaração também é crucial. O desconto simplificado teve o limite de R$ 17.640 no ano-base anterior. Se as despesas dedutíveis ultrapassarem esse valor, o modelo completo geralmente é mais vantajoso. A recomendação final das especialistas é sempre realizar simulações no programa da Receita Federal antes de enviar a declaração, garantindo assim a opção mais favorável para o seu bolso.




