Ibovespa encerra pregão quase estável com volume reduzido devido ao feriado nos Estados Unidos e agenda econômica esvaziada.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma leve variação positiva de 0,03%, alcançando 164.849,27 pontos. O pregão desta segunda-feira (19) foi marcado por um volume financeiro significativamente menor, totalizando R$ 12,6 bilhões, um contraste com a média diária de quase R$ 31 bilhões observada no mês.
A ausência do mercado norte-americano, que esteve fechado em virtude do feriado do Dia de Martin Luther King Jr., teve um impacto direto na liquidez das negociações. Analistas apontam que o feriado nos EUA funciona como um “timão”, reduzindo os volumes em outros mercados globais, incluindo o brasileiro.
A dispersão de performances entre as ações do Ibovespa também foi notavelmente baixa, indicando um movimento mais homogêneo e contido dos ativos. Conforme informações divulgadas pela Reuters, o pregão foi considerado morno pelas expectativas do mercado.
Minério de ferro e bancos em foco: Destaques do pregão
As ações da VALE ON apresentaram recuo de 0,39%, influenciadas pela queda nos preços futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian registrou uma baixa de 2,58%. No setor financeiro, a maioria dos grandes bancos operou no vermelho, com ITAÚ UNIBANCO PN caindo 0,15%, BRADESCO PN perdendo 0,05% e BANCO DO BRASIL ON acumulando uma desvalorização de 0,28%.
Em contrapartida, alguns bancos apresentaram desempenho positivo, como BTG PACTUAL UNIT, que avançou 0,77%, e SANTANDER BRASIL UNIT, com valorização de 0,69%. A PETROBRAS PN encerrou o dia com uma variação positiva de 0,41%, mesmo com a queda nos preços do petróleo no mercado internacional.
Recuperação e quedas setoriais: Movimentações importantes
A DIRECIONAL ON e a CURY se destacaram positivamente, com altas de 2,67% e 2,94%, respectivamente. Essas valorizações ocorreram em um dia de recuperação após perdas expressivas na sexta-feira, quando os agentes financeiros reagiram às prévias operacionais do quarto trimestre. Por outro lado, a MRV&CO ON caiu 1,47%.
O setor de seguros viu o IRB(RE) ON valorizar-se 3,59%, enquanto a CAIXA SEGURIDADE ON fechou com elevação de 0,37%. A HAPVIDA ON avançou 3,85% em um movimento de correção técnica após atingir uma mínima histórica de fechamento na semana anterior.
No setor de educação, COGNA ON e YDUQS ON registraram quedas de 1,91% e 1,9%, respectivamente. A sessão foi negativa para o setor após a divulgação de dados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que apontou desempenho insatisfatório em mais de cem cursos de medicina.
Cenário internacional e tensões geopolíticas
Enquanto o mercado brasileiro operava com baixo volume, as bolsas europeias apresentaram queda. O índice STOXX 600 fechou em baixa de 1,19%, em meio à escalada da tensão envolvendo a Groenlândia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu aplicar tarifas comerciais adicionais sobre aliados europeus, o que gerou críticas e avaliações de resposta por parte de países da União Europeia.
A NATURA ON fechou negociada em queda de 3,41%, revertendo uma semana positiva. A CSN ON recuou 3,15%, ampliando perdas após a divulgação de um plano de venda de ativos. No setor siderúrgico, USIMINAS PNA cedeu 0,93% e GERDAU PN caiu 0,14%.
Fora do Ibovespa, a CVC ON registrou um dos melhores desempenhos do segmento Small Caps, com avanço de 4,15%, após uma queda na sexta-feira. O fundo GJP aumentou sua participação na operadora de turismo para 20,02%.




