Ibovespa renova máximas impulsionado por Vale e otimismo com juros nos EUA
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, 03, atingindo novos recordes e aproximando-se da marca de 162 mil pontos. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelas ações da Vale e pela forte expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, anuncie uma queda nas taxas de juros na próxima semana.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro encerrou o pregão com uma valorização de 0,41%, alcançando 161.755,18 pontos. Durante o dia, o Ibovespa chegou a registrar 161.963,49 pontos, novo recorde intradia, demonstrando a força compradora no mercado. O volume financeiro negociado atingiu R$ 25,99 bilhões.
A expectativa em relação à decisão do Fed, prevista para o dia 10, movimentou os agentes financeiros, que analisaram uma série de dados econômicos dos Estados Unidos. Um dos destaques foi o relatório da ADP, que indicou a criação de apenas 32.000 postos de trabalho no setor privado em novembro, um número significativamente abaixo da previsão de 10.000 vagas.
Expectativa de corte de juros nos EUA sustenta otimismo
A ferramenta FedWatch, da CME, aponta que o mercado precifica uma chance de 89% de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Federal Reserve na próxima semana. Essa perspectiva de afrouxamento monetário nos Estados Unidos tem um impacto direto e positivo nos mercados emergentes, como o brasileiro.
Em Wall Street, o S&P 500, um dos principais índices americanos, chegou a operar em queda, mas reverteu o movimento e terminou o pregão com uma elevação de 0,3%. O ambiente externo favorável contribuiu para o desempenho da bolsa brasileira.
Vale e setor de mineração brilham, impulsionados por dividendos e recompra de ações
De acordo com o analista de investimentos Alison Correia, cofundador da Dom Investimentos, além do cenário externo positivo, a performance das ações na bolsa brasileira reflete também a forte distribuição de dividendos e os programas de recompra de ações anunciados recentemente por diversas empresas. Ele destacou que “está tendo muito pagamento de dividendo, os papéis estão subindo, e nós estamos no maior nível de recompra de empresas da história”.
As ações da VALE ON avançaram 3,23%, liderando os ganhos no setor de mineração e siderurgia. Outras empresas do setor também apresentaram forte valorização, como USIMINAS PNA (+7,59%), CSN ON (+5,48%), CSN MINERAÇÃO ON (+2,58%) e GERDAU PN (+2,72%). Analistas do BTG Pactual reiteraram recomendação de compra para as ações da Vale, avaliando que a empresa superou desafios passados e está recuperando a confiança dos investidores, com destaque para sua forte geração de caixa.
Petrobras acompanha alta do petróleo, bancos sofrem ajustes
As ações da PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiram 0,75% e 1,24%, respectivamente, beneficiadas pela alta do petróleo no exterior, com o barril de Brent registrando um acréscimo de 0,4%. No setor, a PRIO ON também se destacou com uma valorização de 4,66%, impulsionada por dados de produção de novembro.
Por outro lado, o setor bancário apresentou desempenho misto. BRADESCO PN caiu 2,76%, pressionando o Ibovespa no lado negativo. SANTANDER BRASIL UNIT (-1,29%) e BANCO DO BRASIL ON (-0,63%) também fecharam em queda, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN ficou estável. O BTG PACTUAL UNIT, contudo, fechou em alta de 1,63%.
B3 e Braskem apresentam movimentos pontuais
A B3 ON recuou 2,05%, impactando o índice em meio a ajustes após a forte alta registrada na véspera e o desempenho robusto em novembro, quando o Ibovespa subiu mais de 18%. Já a BRASKEM PNA avançou 4,19%, com notícias sobre o possível avanço no acordo para transferência da participação da Novonor na empresa para a IG4 Capital, com expectativa de assinatura do contrato até a próxima semana.




