Golpes no Pix em 2025: os tipos mais comuns e como se proteger

Com o crescimento exponencial do Pix como meio de pagamento instantâneo, a criatividade dos golpistas também se expandiu.

Diversos esquemas fraudulentos utilizam a rapidez e simplicidade da plataforma para aplicar golpes financeiros — e muitos brasileiros acabam caindo neles por desatenção ou desconhecimento.

1. Phishing e links falsos

Essas fraudes envolvem mensagens enganosas por e-mail, SMS ou WhatsApp que simulam comunicações oficiais de bancos ou autoridades.

O objetivo é induzir o usuário a clicar em links falsos e inserir dados pessoais ou bancários — como senhas ou chaves Pix — no site dos golpistas. A dica: jamais clique em links suspeitos e acesse sempre o aplicativo oficial do seu banco.

2. Golpe do WhatsApp clonado

O criminoso clona a conta de WhatsApp de uma pessoa conhecida para pedir dinheiro via Pix, geralmente com justificativas emocionais ou urgentes como “preciso pagar uma conta”. Use sempre a verificação em duas etapas e ligue diretamente para a pessoa antes de transferir qualquer valor.

3. QR Code falso

Esses golpes ocorrem quando se escaneia um QR Code adulterado em faturas físicas ou exibidos em locais públicos. Ao invés de ir para a conta correta, o valor vai para o golpista. A recomendação é digitar a chave manualmente ou confirmar visualmente a validade do QR Code.

4. Golpe da falsa devolução/estorno

O golpista envia um Pix por engano e depois entra em contato solicitando devolução via outra chave diferente.

Simultaneamente, ele aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central para reaver o valor original. Isso pode fazer com que a vítima perca o dinheiro ao devolvê-lo por fora do sistema oficial.

Nas comunidades online, usuários relatam casos:

“Sim é um dos golpes mais comuns… use a função de devolução do Pix da própria transação que o banco é obrigado a disponibilizar”: sempre use o próprio sistema do banco, nunca faça um novo Pix como devolução.

5. Comprovante de Pix falso e agendamento forjado

Criminosos enviam comprovantes falsos alegando pagamento já feito ou agendamento de Pix que nunca foi autorizado. Em seguida, pedem que a vítima restaure o erro com outro Pix.

A orientação é sempre verificar o extrato bancário e desconfiar de agendamentos ou comprovantes suspeitos.

6. Promoções falsas (“Robô do Pix”, “Urubu do Pix”)

Esquemas que prometem multiplicar o dinheiro após um Pix, usando memes ou imagens como o “Urubu do Pix”. Essas fraudes prometem ganhos fáceis e rápidos, mas resultam em prejuízo total — já que o esquema é falso e tem caráter clássico de pirâmide.

7. Golpes por proximidade ou maquininha falsa

Com a chegada do Pix por aproximação, aumentam os riscos de fraudes físicas em que máquinas suspeitas são usadas para direcionar o pagamento para contas de golpistas.

Em comércios, o jogo pode ser na câmera rápida e na confiança do vendedor. O cuidado é confirmar a operação dentro do app ou digitar a chave manualmente.

8. Golpes via falso atendimento bancário

Criminosos entram em contato fingindo ser do banco, relatando uma movimentação suspeita e pedindo dados ou que o usuário instale aplicativos, forneça senhas ou faça um Pix como “teste”.

Bancos nunca solicitam isso. Em caso de suspeita, desligue imediatamente e contate a instituição pela fonte oficial.

9. Chamadas telefônicas persuasivas com tática vishing

E-mails ou ligações robóticas induzem a vítima a apertar números ou acessar links para cancelar um suposto Pix. Na verdade, é um trojan para roubo de dados ou controle remoto do dispositivo.

Jamais forneça dados por ligação ou mensagem — busque informação diretamente nos canais oficiais da instituição financeira.

10. Fraudes envolvendo caridade e calamidades

Golpistas se aproveitam de desastres ou campanhas de ajuda para divulgar contas falsificadas pedindo doações via Pix.

Um exemplo recente é o uso de contas do governo falsas para desviar recursos destinados às vítimas de enchentes no Rio Grande do Sul.

Como se proteger — e o que fazer se cair em golpe

  • Evite clicar em links suspeitos. Prefira acessar o aplicativo oficial ou site do seu banco.

  • Verifique sempre o número e confirme com a pessoa diretamente.

  • Nunca instale apps a pedido de ligações suspeitas.

  • Use os recursos de estorno ou devolução dentro do app do seu banco.

  • Aja rápido: registre ocorrência e peça o uso do MED em até 80 dias para tentar reaver o dinheiro.

  • Documente evidências: mensagens, prints, comprovantes.

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