Dólar se aproxima dos R$ 5,30 com juros nos EUA e possível novo nome no Fed, enquanto Brasil avança em negociações comerciais
O dólar voltou a se aproximar da marca de R$ 5,30 nesta quarta-feira (03), após oscilar abaixo desse patamar no início da tarde. A moeda norte-americana fechou em leve queda no Brasil, acompanhando um recuo quase generalizado no exterior. A expectativa de que os Estados Unidos possam cortar suas taxas de juros em breve tem sido o principal motor dessa movimentação cambial.
Investidores estão atentos a sinais que possam indicar uma política monetária mais branda por parte do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Notícias sobre a possível indicação de um novo líder para o Fed, com um perfil considerado mais flexível, aumentaram essa expectativa.
Além disso, dados recentes da economia americana, como o fechamento de postos de trabalho no setor privado, reforçaram a possibilidade de um corte de juros já na próxima semana. No cenário doméstico, declarações do presidente Lula sobre o avanço nas negociações de tarifas com os EUA trouxeram um certo alívio.
Expectativa de Juros Menores nos EUA Impulsiona Dólar para Baixo
A principal força por trás da queda do dólar tem sido a perspectiva de que as taxas de juros nos Estados Unidos sejam reduzidas. Essa expectativa ganhou força com a possibilidade de que o substituto de Jerome Powell, atual presidente do Fed, tenha um perfil mais “dovish”, ou seja, favorável a juros mais baixos. O presidente Donald Trump indicou que anunciará a escolha no início de 2026, e nomes como Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, são apontados como favoritos, sendo considerados mais brandos na política monetária.
Dados Econômicos nos EUA Reforçam Cenário de Cortes de Juros
Dados divulgados nos Estados Unidos nesta quarta-feira contribuíram para a percepção de que um corte de juros pode ocorrer em breve. O relatório da ADP, que mede a criação de empregos no setor privado, mostrou um fechamento de 32.000 postos de trabalho no último mês, um resultado abaixo do esperado, que era de criação de 10.000 vagas. Essa surpresa negativa nos dados de emprego reforça a tese de que o Fed pode precisar intervir com políticas mais expansionistas.
Brasil e EUA Avançam em Negociações de Tarifas
No âmbito das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, houve sinais positivos. Após uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, o presidente brasileiro indicou que os EUA devem anunciar em breve novas revogações de tarifas cobradas sobre produtos brasileiros. Essa melhora nas relações comerciais é vista como um fator positivo para o câmbio, aliviando tensões que vinham afetando a moeda nos últimos meses.
Movimentações do Banco Central e Fluxo Cambial em Novembro
O Banco Central do Brasil atuou no mercado, vendendo 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de janeiro. Paralelamente, o BC informou que o fluxo cambial total do Brasil em novembro foi negativo, totalizando um déficit de US$ 7,115 bilhões. No cenário internacional, o índice do dólar, que compara a moeda americana com uma cesta de outras seis divisas principais, registrou queda de 0,44%, indicando um enfraquecimento geral da divisa dos EUA no mercado global.




