Cesta Básica em BH: Queda de 7,44% em Julho Traz Alívio Pontual, Mas Alta Anual Persiste

Cesta Básica em Belo Horizonte registra queda expressiva em julho, mas acumulado anual ainda preocupa o consumidor.

A cesta básica de alimentos apresentou uma notável redução em Belo Horizonte durante o mês de julho, oferecendo um respiro para o bolso dos consumidores. O valor do conjunto de itens essenciais caiu 7,44%, um dos recuos mais expressivos entre as capitais brasileiras pesquisadas.

Este alívio, no entanto, precisa ser visto com cautela. Apesar da diminuição mensal, o custo da cesta básica em Belo Horizonte ainda acumula alta de 5,02% em 12 meses e de 5,81% em 2026 até o momento. Isso indica que, embora haja uma melhora recente, os preços de alimentos básicos continuam mais elevados em comparação ao ano anterior.

A pesquisa, realizada mensalmente pelo Dieese em parceria com a Conab, abrangeu 27 capitais e apontou que 26 delas registraram queda nos preços. A única exceção foi São Luís (MA), que teve um leve aumento de 0,30%.

Produtos essenciais com preços em baixa em Belo Horizonte

A queda no valor total da cesta básica em Belo Horizonte foi impulsionada principalmente pela redução expressiva de alguns itens. O tomate despencou 38,88% e a batata recuou 27,70%, ambos produtos historicamente sujeitos a oscilações sazonais de safra. Outros itens que também apresentaram queda foram o feijão-carioca (-9,08%), a banana (-3,01%), o café em pó (-2,95%) e a farinha de trigo (-0,23%).

Onde a cesta básica está mais cara e mais barata no Brasil

O levantamento do Dieese também evidencia as disparidades regionais no custo da cesta básica no Brasil. As cestas mais caras foram registradas em São Paulo (R$ 915,01), Cuiabá (R$ 881,27) e Florianópolis (R$ 860,73). Em contrapartida, nas capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta considerada pela pesquisa é diferente, os valores médios mais baixos foram encontrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60) e Natal (R$ 631,51).

Impacto da queda e o que esperar do futuro

A redução observada em julho representa um alívio pontual para os consumidores de Belo Horizonte, especialmente devido à queda em itens como tomate e batata. Contudo, o aumento acumulado ao longo do ano e dos últimos 12 meses sinaliza que a tendência de preços mais altos pode persistir. A queda recente não configura, portanto, uma reversão definitiva do cenário de encarecimento dos alimentos básicos.

Principais quedas e a única alta entre as capitais brasileiras

Em Belo Horizonte, a queda de 7,44% a colocou entre as mais expressivas do país. As maiores reduções foram em Natal (-7,95%) e Maceió (-7,87%). A única capital a registrar alta foi São Luís (MA), com um tímido aumento de 0,30%, contrastando com a tendência geral de queda observada em todo o território nacional.

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