Cesta básica em BH registra alta de 0,38% em fevereiro, consumindo quase metade do salário mínimo
Em fevereiro, a alimentação básica em Belo Horizonte sofreu um aumento de 0,38%, elevando o custo da cesta básica para R$ 736,57. Este valor representa 45,44% do salário mínimo vigente, que é de R$ 1.621,00, evidenciando o peso da alimentação no orçamento das famílias na capital mineira.
Embora a inflação geral tenha apresentado uma leve queda de 0,7% no mesmo período, a alta nos preços dos alimentos essenciais contrasta com esse cenário. A pesquisa, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), também aponta que a cesta básica está R$ 18,07 mais barata do que há um ano.
Os dados do Ipead revelam que os principais vilões do aumento mensal foram o arroz, com alta de 4,28%, o feijão carioquinha, que subiu 4,18%, e o tomate, com elevação de 3,90%. Por outro lado, o óleo de soja (-3,35%), a banana-caturra (-3,21%) e o leite (-2,22%) registraram as maiores quedas de preço.
Motivos por Trás das Variações de Preços na Cesta Básica
O economista Eduardo Antunes, do Ipead, explica que a variação de preços da cesta básica em fevereiro não é uma surpresa e segue uma lógica sazonal. Fatores como custo de produção, demanda e a oferta gerada pelas safras influenciam diretamente nos valores.
Antunes destaca que as condições climáticas podem ter impactado a produção de tomate, elevando seu preço. Da mesma forma, a demanda por feijão, que se mantém alta, pode ter encontrado uma produção menor, justificando o aumento de mais de 4% no seu valor. O economista também menciona o pão, pressionado pelo custo da farinha, e o arroz, que após um período de quedas, voltou a subir.
Recuo Anual e Perspectivas para o Futuro
Apesar da alta pontual em fevereiro, o custo da cesta básica em Belo Horizonte apresentou uma queda acumulada de 2,39% nos últimos 12 meses. Este dado é um alívio para o consumidor, que viu o valor da cesta cair em relação ao ano anterior, quando custava R$ 780,66, o maior valor registrado pela fundação em sua série histórica.
O economista ressalta que a sazonalidade é um fator importante na flutuação de preços. O arroz, por exemplo, apesar da alta de 4,28% em fevereiro, acumula uma queda de 4,30% em 12 meses. O feijão, com alta de 4% no mês, tem um aumento acumulado de 5% em um ano. Já o tomate, embora em alta agora, registra uma queda de quase 15% em relação ao ano passado, mostrando a volatilidade desses produtos.
Cenário Geral Aponta para Estabilidade ou Queda
O levantamento do Ipead sugere que o cenário geral para o custo da cesta básica é mais positivo, com uma pequena variação para cima em fevereiro, muito abaixo de outras variações observadas em meses anteriores. A expectativa é que a tendência de queda ou estabilidade se mantenha, aliviando o orçamento das famílias mineiras a médio e longo prazo.
A análise do Ipead indica que, apesar dos desafios pontuais, a cesta básica em Belo Horizonte tem se tornado mais acessível quando comparada ao mesmo período do ano passado. A variação mensal de 0,38% é considerada pequena diante de flutuações anteriores, reforçando a perspectiva de um cenário mais favorável ao consumidor.





