Cesta Básica em Fevereiro: Um Mosaico de Contrastes para o Bolso do Brasileiro
Boas notícias pontuais chegam para o orçamento doméstico em fevereiro de 2026, com a queda nos preços de cinco dos principais produtos da cesta básica, como café e arroz. Essa redução, impulsionada pela oferta de grãos e desvalorização do dólar, trouxe um alívio em itens de alto consumo.
No entanto, o cenário geral ainda exige atenção, pois o custo total da alimentação básica registrou aumento em 14 das 27 capitais pesquisadas. A disparidade entre as regiões e o impacto de outros fatores nos preços dos alimentos essenciais continuam a desafiar o poder de compra do consumidor brasileiro.
A pesquisa conjunta da Conab e do DIEESE, agora expandida para abranger todas as capitais, oferece um panorama detalhado sobre a segurança alimentar e os custos de vida em diferentes partes do país. Confira os destaques e entenda os motivos por trás dessas variações, conforme informação divulgada pela Conab e pelo DIEESE.
Queda em Itens Essenciais, Mas Cesta Geral Mais Cara
Fevereiro de 2026 trouxe um respiro para alguns itens da dispensa, com o café e o arroz figurando entre os que apresentaram queda de preço nas capitais. Essa tendência é reflexo da esperada safra recorde de grãos e da valorização do real frente ao dólar, fatores que pressionam os custos para baixo.
Apesar dessa boa notícia isolada, o custo total da cesta básica aumentou em 14 das 27 capitais brasileiras. Isso significa que, para muitas famílias, o valor total para garantir a alimentação mensal ainda pesou mais no bolso no último mês, contrastando com a queda de produtos específicos.
São Paulo, mais uma vez, se destaca como a capital com o custo de vida alimentar mais elevado, ultrapassando a marca de R$ 850 para a cesta básica. Por outro lado, cidades como Aracaju e Porto Velho apresentaram os menores valores médios, respectivamente R$ 562,88 e R$ 601,69.
Fatores Que Elevam o Preço da Alimentação em Diversas Cidades
Mas por que a cesta básica subiu em tantas capitais, mesmo com a queda de grãos e leite? A resposta reside na influência de outros produtos essenciais, como carnes, legumes e frutas. Estes itens são mais suscetíveis a variações climáticas e aos custos de transporte, fatores que podem puxar a média geral para cima.
Natal, por exemplo, registrou a maior alta do mês, com uma variação de 3,52%. Esse aumento pode ser atribuído a uma combinação de fatores, incluindo possíveis perdas na produção local de hortifrúti ou um aumento nos custos logísticos para abastecimento da cidade.
A desvalorização do dólar e o excesso de oferta de grãos foram cruciais para a queda de preços do óleo de soja e do arroz. No entanto, a força desses fatores não foi suficiente para compensar os aumentos em outras frentes, resultando em um custo total maior em diversas capitais.
Expectativas e Dicas Para o Consumidor
A parceria entre Conab e Dieese, agora abrangendo as 27 capitais, permite um monitoramento mais preciso da segurança alimentar no Brasil. Essa análise detalhada é fundamental para entender as dinâmicas do mercado e seus impactos na vida dos cidadãos.
A importação de derivados lácteos e a cautela de vendedores de arroz têm ajudado a segurar os preços no varejo, mesmo com o início da entressafra de alguns produtos. Essas medidas buscam estabilizar o mercado e proteger o consumidor de flutuações bruscas.
Para quem busca economizar, a pesquisa de preços entre diferentes redes de supermercados continua sendo a ferramenta mais eficaz. Mesmo com o aumento geral em algumas cidades, a variação de preços entre estabelecimentos pode representar uma economia significativa no final do mês.
Onde a Cesta Básica Foi Mais Cara e Mais Barata em Fevereiro
O levantamento detalhado aponta para uma clara divisão regional. No Centro-Sul do país, os custos tendem a ser mais elevados, enquanto o Nordeste apresenta, em média, valores mais acessíveis, embora com variações significativas entre as capitais.
As capitais com as cestas básicas mais baratas foram Aracaju (R$ 562,88) e Porto Velho (R$ 601,69) em fevereiro de 2026. Esses valores refletem uma combinação de fatores locais, como custos de produção, logística e oferta de produtos.
Em contrapartida, São Paulo lidera o ranking das cestas mais caras, com um custo que ultrapassa os R$ 850. Essa diferença expressiva evidencia os desafios que os consumidores de diferentes regiões enfrentam para garantir o acesso a alimentos básicos.





