Anvisa retira do mercado vinagre de maçã Castelo e outros produtos alimentícios por irregularidades
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata de um lote do popular vinagre de maçã da marca Castelo. A medida, publicada no Diário Oficial da União, visa proteger a saúde dos consumidores.
A decisão impacta também outros dois produtos: um pó para preparo de bebida vegetal e um picolé. As razões para a suspensão envolvem a presença de substâncias não declaradas ou cuja segurança para uso em alimentos ainda não foi comprovada.
Acompanhe os detalhes sobre cada caso, os riscos associados e o que fazer se você adquiriu algum dos itens suspensos. Conforme informação divulgada pela Anvisa, a fiscalização contínua é essencial para garantir a segurança alimentar no país.
Vinagre de Maçã Castelo: dióxido de enxofre é o vilão
O lote 12M2 do vinagre de maçã Castelo, fabricado pela Castelo Alimentos S/A, foi suspenso por apresentar dióxido de enxofre não declarado no rótulo. Este composto, embora permitido em certos alimentos, necessita de informação clara na embalagem, incluindo o limite da concentração.
A omissão dessa informação é considerada uma infração sanitária grave, pois o dióxido de enxofre pode desencadear reações alérgicas em pessoas sensíveis. O laudo definitivo de análise fiscal, realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, confirmou a presença da substância em quantidade não informada.
A suspensão exige que todo o lote seja retirado de circulação, tanto em estabelecimentos físicos quanto em plataformas online. Consumidores que já compraram o produto devem interromper o uso e podem solicitar reembolso mediante apresentação do item e nota fiscal no local da compra.
Pó para Bebida Vegetal Livestrong/Essential Nutrition: ingrediente em análise
Outro produto suspenso é o pó para preparo de bebida vegetal da marca Livestrong/Essential Nutrition. A Anvisa identificou a presença de proteína de fava hidrolisada, um ingrediente cuja segurança para uso na categoria de alimentos ainda não possui avaliação conclusiva.
A inclusão de novos ingredientes em alimentos requer uma avaliação científica prévia que determine sua segurança, possíveis efeitos colaterais e adequação ao público. Sem essas análises, o produto não pode ser comercializado.
A suspensão é uma medida preventiva, aguardando que a substância seja submetida a estudos adequados e passe por uma avaliação final da agência reguladora. O setor de alimentos plant-based, em crescimento, enfrenta maior fiscalização.
Picolé Naturalle Ice: creatina fora do uso autorizado
Nas versões açaí, guaraná e canela, o picolé Naturalle Ice também foi suspenso pela Anvisa. A constatação foi a presença de creatina, um composto amplamente utilizado em suplementos nutricionais para adultos, mas não autorizado para uso em alimentos prontos para consumo.
O uso de creatina fora dos parâmetros aprovados pode oferecer riscos, especialmente para crianças, gestantes, lactantes e pessoas com condições médicas preexistentes. Em alimentos tradicionais, o controle da ingestão diária adequada se torna mais difícil.
A empresa responsável pelo picolé Naturalle Ice deve suspender a distribuição e comercialização, e iniciar o recolhimento imediato dos lotes envolvidos, seguindo o mesmo procedimento dos demais produtos vetados.
Anvisa reforça importância da fiscalização e transparência
As decisões da Anvisa são baseadas em avaliações técnicas, laudos e análises científicas. A prioridade é garantir que alimentos e bebidas atendam às normas sanitárias e de rotulagem, permitindo que o consumidor faça escolhas informadas e seguras.
A agência reforça que operações de rotina continuam ocorrendo, e que a fiscalização é constante para identificar e coibir irregularidades. A transparência na rotulagem é fundamental para a segurança alimentar e a proteção da saúde pública.





