Nos últimos anos, a alta no custo de vida, somada ao aumento dos juros e à dificuldade de manter o orçamento doméstico equilibrado, fez com que milhões de brasileiros acabassem se endividando. Diante desse cenário, a Serasa anunciou uma nova etapa do programa “Serasa Limpa Nome”, que permite negociar dívidas com parcelas que podem ser inferiores a R$ 10 por mês — dependendo do valor do débito e das condições oferecidas por cada empresa credora.
A iniciativa chega em um momento em que o Brasil registra mais de 72 milhões de pessoas inadimplentes, segundo dados da própria Serasa. Isso significa que uma em cada três pessoas adultas no país tem alguma restrição no CPF por falta de pagamento. Muitos desses consumidores, mesmo desejando quitar suas pendências, encontram dificuldade por causa das altas taxas de juros ou das condições pouco acessíveis oferecidas pelos credores.
Com a nova rodada do programa, o objetivo é facilitar o retorno dessas pessoas ao mercado de crédito e ajudá-las a reorganizar suas finanças pessoais de forma gradual e com parcelas que não pesem no bolso.
Como funciona o programa?
O Serasa Limpa Nome é uma plataforma que reúne diversas empresas – como bancos, financeiras, varejistas, operadoras de telefonia, empresas de cartão de crédito e serviços – para oferecer condições especiais de renegociação.
Nesta nova fase, consumidores podem acessar ofertas promocionais que reduzem juros, multas e encargos, permitindo que dívidas antigas sejam pagas por valores muito menores do que os cobrados originalmente. Em muitos casos, é possível obter descontos acima de 90% no valor total.
Além disso, agora algumas negociações podem ser parceladas com valores inferiores a R$ 10 mensais, dependendo da dívida e das condições disponíveis. Essa estratégia foi criada especialmente para consumidores com baixa renda ou que estão há muito tempo com o nome negativado.
Quem pode participar?
Qualquer pessoa com dívida registrada na Serasa pode consultar se existe oferta disponível para negociação. Isso inclui débitos:
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De cartão de crédito
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Empréstimos pessoais
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Cheque especial
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Supermercados e varejo
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Serviços de internet e telefonia
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Financeiras e bancos
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Contas atrasadas diversas
Não há exigência de renda mínima ou comprovação de situação financeira.
Passo a passo para negociar a dívida
O processo de negociação é simples e pode ser feito sem sair de casa, utilizando o celular ou computador. Veja como:
1. Acesse o site ou app da Serasa
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Entre em serasa.com.br ou baixe o aplicativo Serasa disponível para Android e iOS.
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Faça login (ou crie uma conta, caso ainda não tenha).
2. Consulte seu CPF
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Ao acessar, o sistema mostra se seu nome está com restrição e quais dívidas estão cadastradas.
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Cada pendência aparece com informações como empresa credora, valor total atualizado e tempo de atraso.
3. Veja as ofertas disponíveis
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Caso a empresa parceira tenha aderido à campanha, aparecerão opções de renegociação com descontos e parcelamentos.
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Nesta etapa, é possível encontrar parcelas reduzidas, inclusive abaixo de R$ 10.
4. Escolha a forma de pagamento
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O consumidor pode optar entre boleto mensal, pagamento via Pix ou até débito automático, dependendo da oferta.
5. Conclua o acordo
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Após confirmar, a dívida passa a ser considerada em negociação, e o nome pode ser retirado da lista de inadimplentes em até 5 dias úteis, desde que a primeira parcela seja paga.
Também é possível negociar presencialmente
Além do site e do aplicativo, a Serasa está realizando mutirões de atendimento presencial em diversas cidades. Essas unidades auxiliares funcionam como pontos de apoio para quem prefere falar diretamente com um atendente.
Para consultar a agenda atualizada, basta acessar o site da Serasa e buscar a seção de eventos e mutirões. Em alguns casos, também há atendimento em unidades do Correios, que possuem parceria com o Serasa para negociações.
Por que a Serasa está oferecendo parcelas tão baixas?
A estratégia de permitir o pagamento com parcelas reduzidas faz parte de um esforço maior para diminuir o número de brasileiros negativados. Quanto mais tempo uma dívida permanece sem pagamento, menor é a chance de a empresa recuperá-la. Por isso, muitas empresas optam por oferecer acordos extremamente facilitados, o que é vantajoso para os dois lados:
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Para o consumidor: melhora a pontuação de crédito, permite financiar novamente, alugar imóveis, fazer assinaturas e facilita o acesso a serviços bancários.
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Para o credor: mesmo recebendo menos, recupera parte do valor que possivelmente nunca seria pago.
O que muda após quitar ou negociar a dívida?
Assim que o consumidor paga o acordo (ou a primeira parcela, caso seja parcelado), a empresa credora é obrigada por lei a solicitar a retirada da restrição do CPF.
Quando o nome é limpo, o cidadão passa a ter novamente acesso ao crédito. Além disso, o pagamento do acordo pode ajudar a melhorar o score de crédito — pontuação utilizada por bancos e empresas para avaliar a confiabilidade do consumidor.
Contudo, é importante destacar que o score não aumenta automaticamente. Ele é influenciado por diversos fatores, como histórico de pagamentos futuros, uso consciente de crédito e comportamento financeiro.
Especialistas recomendam cautela
Apesar das condições favoráveis, especialistas financeiros alertam para alguns cuidados importantes:
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Analise seu orçamento antes de fechar o acordo.
Ainda que a parcela seja baixa, é fundamental garantir que ela caiba no orçamento mensal sem comprometer necessidades básicas. -
Evite fazer novas dívidas imediatamente após limpar o nome.
É comum a empolgação com o reestabelecimento do crédito, mas o ideal é manter controle financeiro para evitar novo ciclo de endividamento. -
Priorize dívidas com juros mais altos.
Se tiver mais de uma conta atrasada, renegocie primeiro aquelas associadas a cartões de crédito ou cheque especial.
A iniciativa da Serasa de liberar negociações com parcelas inferiores a R$ 10 por mês é uma oportunidade significativa para milhões de brasileiros recuperarem sua saúde financeira. Ao facilitar o pagamento de dívidas antigas e oferecer descontos expressivos, o programa contribui para reduzir a inadimplência e permitir que mais pessoas voltem a ter acesso ao crédito de forma responsável.
No entanto, para que o acordo traga benefícios reais, é essencial que o consumidor faça um planejamento financeiro mínimo e adote hábitos de controle de gastos. Negociar é o primeiro passo — manter o equilíbrio financeiro é o próximo desafio.





