Nova Carteira de Identidade Nacional: mais de 30 milhões de brasileiros já emitiram o novo documento
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública atualizados em 23 de julho de 2025 apontam que mais de 30 milhões de brasileiros já emitiram a Carteira de Identidade Nacional (CIN).
O documento, também chamado de “novo RG”, unifica o número do CPF como identificação única válida em todo o Brasil até 2032, quando os modelos estaduais serão totalmente substituídos.
A região Sudeste lidera com cerca de 10,7 milhões de emissões, seguida pelo Nordeste (8,4 mi), Sul (6,1 mi), Centro-Oeste (3,2 mi) e Norte (1,5 mi).
Em termos absolutos, São Paulo encabeça o ranking com 4 milhões de documentos emitidos, representando cerca de 8,7% da população do estado .
Porque esse número importa
O ritmo de emissão está abaixo do esperado: o governo estimava atingir 130 milhões de documentos até 2026, para garantir acesso seguro a serviços públicos e privados.
A CIN é requisito para obter benefícios como aporte de serviços digitais (GOV.BR nível Ouro, Meu INSS, Carteira de Trabalho Digital, SUS Digital, ENEM, Fies entre outros), tornando obrigatória sua emissão para milhões de cidadãos.
O que muda com a nova identidade
A nova CIN reformula o antigo RG:
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Substitui a numeração estadual pelo CPF como número único nacional;
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Está disponível em três formatos: papel-moeda padrão, cartão de policarbonato e versão digital via app GOV.BR, com QR Code e assinatura digital (criptosselo) associadas alla segurança do documento ;
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A primeira via é gratuita, feita por órgãos estaduais de identificação;
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A validade varia conforme idade: 5 anos (0–11 anos), 10 anos (12–59 anos) e indeterminada para maiores de 60 anos.
O documento impresso pode ser escaneado via app GOV.BR para ativar a versão digital e subir a conta ao nível Ouro, que permite uso em todos os serviços públicos digitais do governo federal.
Perfil de quem já emitiu
A faixa de 15 a 19 anos lidera, com cerca de 3,3 milhões de emissões. Crianças até 4 anos também aparecem com quase 2 milhões de documentos expedidos.
Curiosamente, proporcionalmente o Piauí lidera com 37% da população local já portando a CIN, mesmo sendo um dos menores estados em número absoluto.
Dificuldades enfrentadas — agendamento e atendimento
Uma reportagem da CBN revelou que muitos cidadãos têm enfrentado obstáculos nos processos de agendamento e emissão:
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No Rio de Janeiro, alguns usuários encontraram vagas esgotadas nos postos do Detran, apesar de ausência de filas no local. Instabilidades no sistema impediram conclusão de agendamentos por site.
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Pessoas no Acre, Amazonas e Tocantins relataram problemas técnicos como falhas em carregar informações de atendimento ou impossibilidade de digitar CPF no campo apropriado .
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Em Bangu (RJ), um dos postos que atendia teve fila quilométrica e falta de orientação, frustrando usuários mesmo após agendamento válido.
Esses entraves prejudicam a adesão do cidadão ao novo sistema de identidade, especialmente idosos ou quem tem acesso limitado à internet.
Como emitir a Carteira de Identidade Nacional
O processo é simples:
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Agendar atendimento por site ou app dos institutos estaduais de identificação ou Poupatempo (no caso de São Paulo);
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Comparecer presencialmente com CPF e certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia simples);
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Durante a emissão, captura de foto 3×4, assinatura e impressões digitais;
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A retirada do documento pode ser presencial ou pelo correio — prazo varia de 7 a 20 dias, dependendo do estado;
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Após receber o documento físico, o cidadão pode ativar a versão digital no app GOV.BR usando QR Code e reconhecimento facial, elevando o nível da conta para Ouro.
Benefícios da nova identidade
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Segurança reforçada com criptosselo, QR Code e assinatura digital, dificultando fraudes e falsificações;
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Integração nacional e interoperacional, facilitando conferência e uso compartilhado entre estados e na esfera federal;
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Alta confiabilidade digital, permitindo acesso protegido a serviços públicos via GOV.BR nível Ouro;
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Inclusão de atributos sociais, como nome social e símbolos de deficiência visual, auditiva, intelectual ou TEA, na versão digital.
O que ainda precisa melhorar
Apesar dos progressos, desafios permanecem:
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Baixa adesão relativa: 30 milhões é uma parcela significativa, mas ainda abaixo da expectativa para substituição completa até 2032;
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Infraestrutura desigual nos estados, causando lentidão no agendamento e atendimento;
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Baixa adoção digital entre idosos, que enfrentam dificuldades tanto presenciais quanto virtuais;
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Comunicação pública limitada sobre a necessidade da troca até 2032, prazo em que antigos RGs perderão validade.
A marca de 30 milhões de emissões da nova Carteira de Identidade Nacional representa um passo relevante da transformação digital e da segurança documental no Brasil.
A adoção do CPF como número único nacional, a emissão gratuita da primeira via e a integração com serviços públicos digitais são avanços expressivos.
Contudo, a meta ambiciosa de 130 milhões até 2026 enfrenta obstáculos como falhas técnicas, dificuldade de agendamento e desigualdade de acesso tecnológico.
O prazo final para troca é 1º de março de 2032, exigindo envolvimento contínuo dos órgãos públicos e da sociedade para ampliar o alcance da CIN.