Transporte de Cargas: Mulheres Lutam por Espaço e Representatividade Cai para 18% em Empresas do Setor - Brasa Noticias

Transporte de Cargas: Mulheres Lutam por Espaço e Representatividade Cai para 18% em Empresas do Setor

Transporte de Cargas: Mulheres Lutam por Espaço e Representatividade Cai para 18% em Empresas do Setor

A presença feminina em profissões historicamente dominadas por homens tem crescido, mas o setor de transporte de cargas ainda é um grande desafio para a equidade de gênero. Um estudo recente aponta que as mulheres representam apenas 18% da força de trabalho em empresas do ramo, um recuo em relação ao ano anterior.

O levantamento, que ouviu mais de 35 mil profissionais em 83 empresas, revela ainda que a participação feminina é ainda menor em posições de liderança e entre as motoristas. Essa realidade destaca a necessidade urgente de políticas e ações que promovam a inclusão e o desenvolvimento de carreira para as mulheres neste setor.

Os dados são do Índice de Equidade no Transporte Rodoviário de Cargas 2026, realizado pelo Movimento Vez & Voz. A pesquisa evidencia um cenário onde a representatividade feminina caiu de 20% em 2025 para os atuais 18% em 2026, evidenciando um retrocesso na participação feminina, conforme informação divulgada pelo Diário do Comércio.

Desafios Culturais e Estruturais: O Caminho para a Equidade

Antonio Luis da Silva Junior, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), parceiro do Movimento Vez & Voz, reconhece que a construção de trajetórias profissionais para mulheres no setor é um processo em andamento. Ele afirma que, embora as mulheres estejam gradativamente ocupando espaços antes restritos aos homens, **”tudo leva tempo e faz parte de um processo”**.

Silva Junior aponta que funções como mecânica, carga e descarga, e operação de equipamentos como empilhadeiras, guinchos e pórticos, tradicionalmente operadas por homens, estão começando a ver um crescimento na presença feminina. No entanto, ele ressalta a importância de as empresas se adaptarem, oferecendo **condições adequadas e dignas** para atrair e reter essas profissionais.

Para que a representatividade feminina aumente, segundo Silva Junior, é fundamental que as empresas invistam em **oportunidades concretas de formação, crescimento e acesso a diferentes áreas** dentro das organizações. A ampliação dessa participação depende de um compromisso com o desenvolvimento profissional das mulheres em todas as esferas do transporte de cargas.

Índice de Equidade Aponta Necessidade de Revisão de Conceitos

O estudo do Vez & Voz também mediu a equidade no setor através de um índice que considera indicadores como presença feminina, processos de recrutamento e retenção, capacitação, benefícios e medidas de combate ao assédio. Este ano, o índice atingiu 46 pontos em uma escala de 0 a 100, um resultado considerado **aquém do ideal**.

Apesar de uma pequena melhora em relação aos anos anteriores, com 37 pontos em 2023, 40 em 2024 e 50 em 2025, a pontuação atual demonstra que ainda há um longo caminho a percorrer. O estudo, em todas as suas edições, conclui que **”as empresas ainda precisam rever alguns conceitos”** para promover um ambiente mais inclusivo.

A gerente de gente e gestão da Pelog, Fernanda Pelucio, cuja empresa apresentou a maior evolução na pontuação, compartilhou que a chave para o sucesso foi **integrar o tema da diversidade ao dia a dia da empresa**, tornando-o parte das decisões e da cultura organizacional. Investir na capacitação de lideranças femininas também foi crucial para fortalecer o desenvolvimento e a retenção dessas profissionais em posições estratégicas.

Superando Barreiras: Acesso e Infraestrutura para Mulheres Motoristas

Camila Florencio, coordenadora do movimento Vez & Voz, destaca que os **principais desafios residem na questão cultural**, pois muitas empresas ainda não tiveram mulheres em seus escalões mais altos. A **abertura para essa diversidade** é vista como um passo essencial.

No que diz respeito à profissão de motorista, onde a presença feminina é ainda mais restrita, os obstáculos incluem a **falta de infraestrutura adequada**, tanto dentro das empresas quanto nas estradas e nos locais de destino das cargas. Além disso, a **barreira da experiência** é um impeditivo significativo, pois muitas mulheres possuem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas não acumulam o tempo de experiência exigido pelas empresas para a contratação.

O setor de transporte rodoviário de cargas oferece uma ampla gama de oportunidades em áreas como gestão, logística, tecnologia, manutenção e operação de veículos. A ampliação do acesso feminino a essas áreas depende de **diferentes frentes de formação e recrutamento**, com as empresas e entidades representativas desempenhando um papel crucial na criação de caminhos para o desenvolvimento de carreira dessas profissionais.

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Welbert Lucas de Oliveira
Welbert Lucas de Oliveira

Welbert Lucas is a talented writer for Brasa Noticias with a passion for movies, video games, and pop culture. This passion shines through in his work, where he combines his writing skills with extensive knowledge of these fields. With an engaging and creative writing style, Welbert transports readers into cinematic universes, virtual adventures, and settings rich in cultural references. Beyond his writing talent, he is a true enthusiast who stays up-to-date with the latest developments in the entertainment industry. Whether through film reviews, game analyses, or pop culture articles, Welbert Lucas delivers quality content that entertains and informs Brasa Noticias readers in a unique and passionate way.

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