Ópera Inédita "Chica da Silva" Estreia em BH: Uma Nova Visão Sobre a Lenda e a Figura Histórica da Escrava Mineira - Brasa Noticias

Ópera Inédita “Chica da Silva” Estreia em BH: Uma Nova Visão Sobre a Lenda e a Figura Histórica da Escrava Mineira

Ópera inédita “Chica da Silva” chega a Belo Horizonte após sucesso em Diamantina, prometendo revisitar a figura histórica com base em estudos recentes.

A temporada de óperas 2026 da Fundação Clóvis Salgado (FCS) tem início com um dos grandes destaques do ano: a inédita ópera “Chica da Silva”. Após uma bem-sucedida pré-estreia ao ar livre na cidade histórica de Diamantina, onde a personagem viveu, a produção chega a Belo Horizonte para apresentações que prometem encantar o público.

A ópera traz à tona a complexa figura de Chica da Silva, buscando separá-la da ficção e aproximá-la de sua realidade histórica. Com música de Guilherme Bernstein e libreto de Marcos Bernstein e Flávia Bessone, o espetáculo é uma oportunidade de conhecer a protagonista sob novas luzes.

O espetáculo conta com a participação dos corpos artísticos da FCS, incluindo a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e a Cia de Dança Palácio das Artes. Conforme informação divulgada pelo Diário do Comércio, a soprano Marly Montoni interpreta Chica da Silva, enquanto o tenor Ewandro Stenzowski dá vida ao contratador João Fernandes.

Uma Abordagem Histórica e Artística da Lenda

Diferentemente de outras retratações, a ópera “Chica da Silva” se afasta da ficção e busca inspiração no conceituado estudo histórico “Chica da Silva e o Contratador dos Diamantes – O Outro Lado do Mito”, publicado em 2003 pela historiadora Júnia Ferreira Furtado. Esta obra se dedica a separar os fatos reais da visão popular que cerca a personagem.

A montagem é uma coprodução que envolve o Ministério da Cultura, a Fundação Clóvis Salgado, Leleu Produções e Eventos, e a Fox Produções. A realização foi viabilizada por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, demonstrando o apoio a projetos de relevância artística e histórica.

Elenco e Corpos Artísticos em Cena

A força da produção se estende ao elenco e aos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. A soprano Marly Montoni, reconhecida por sua trajetória, assume o papel principal, interpretando a icônica Chica da Silva. Ao seu lado, o tenor Ewandro Stenzowski dá vida a João Fernandes, companheiro da protagonista em uma relação marcada por intensidade e contradições.

A sinergia entre a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e a Cia de Dança Palácio das Artes garante um espetáculo grandioso, capaz de transportar o público para a época e a atmosfera da história de Chica da Silva. A equipe e o elenco unem talentos para oferecer uma nova perspectiva sobre a personagem.

Serviço: Onde e Quando Assistir à Ópera

As apresentações da ópera “Chica da Silva” em Belo Horizonte ocorrerão nos dias 19 (sábado), 21 (segunda-feira) e 23 (quarta-feira) no Grande Teatro Palácio das Artes. Os ingressos já estão à venda na plataforma Sympla e nas bilheterias do local.

Os valores dos ingressos são R$ 60 para a inteira e R$ 30 para a meia-entrada. A ópera “Chica da Silva” possui classificação livre, permitindo que o público de todas as idades possa apreciar esta nova visão sobre um importante personagem da história mineira.

A obra busca explorar a dualidade entre a lenda e a figura humana, convidando o público a refletir sobre quem foi realmente Chica da Silva, para além dos mitos que a cercam.

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