Flávio Bolsonaro chora em carta a Bolsonaro: “Proibir visita no Dia dos Pais é desumano”

Flávio Bolsonaro expressa dor e revolta em carta a Jair Bolsonaro após proibição de visita no Dia dos Pais pelo STF
Em um desabafo emocionante, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu uma carta ao pai, Jair Bolsonaro, expressando sua profunda tristeza e indignação pela proibição de visitá-lo no Dia dos Pais, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A missiva, divulgada nas redes sociais, revela o abalo emocional do senador, que não pôde abraçar o ex-presidente em uma data tão significativa. A decisão de Moraes suspendeu as visitas de familiares a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, desde 17 de julho.
A carta de Flávio Bolsonaro, escrita no sábado (8), um dia antes da celebração do Dia dos Pais, detalha o sofrimento de acompanhar a situação do pai à distância e critica a medida como “desumana, insana e injusta”. A informação foi divulgada pela Folhapress.
Restrições impostas pelo STF e o drama familiar
Alexandre de Moraes negou o pedido excepcional para que Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro pudessem visitar o pai no Dia dos Pais, argumentando que as visitas familiares estão suspensas desde 17 de julho. Flávio já está sob uma restrição mais severa, proibido de visitar o pai por 90 dias, após ter lido publicamente uma carta escrita por Jair Bolsonaro em 11 de julho, o que violou as determinações de prisão domiciliar do ex-presidente.
Bolsonaro está impedido de usar celular, internet e redes sociais, inclusive por meio de terceiros. A proibição de 90 dias para Flávio, que também é advogado e fazia parte da defesa do pai, só termina após o primeiro turno das eleições presidenciais, em 4 de outubro. A suspensão de 30 dias para outros familiares foi mantida por Moraes, permitindo apenas visitas de advogados, médicos e fisioterapeutas.
Apoio político e a missão de candidatura
Apesar das dificuldades em formalizar alianças, Flávio Bolsonaro relatou na carta que tem recebido apoio de lideranças do centrão. “Junto com o [Rogério] Marinho conseguimos fechar bons palanques em quase todos os estados. Mesmo de os partidos de centro não terem vindo formalmente nos apoiar, as principais lideranças de todos eles estão com a gente!”, escreveu o senador.
Flávio ressaltou que aceitou a missão de disputar a Presidência em nome de Jair Bolsonaro como um projeto divino. “Quando recebi o seu manto e aceitei a missão de disputar a Presidência do Brasil em seu nome, você sabe que só fui porque tenho certeza que é projeto de Deus pro nosso Brasil, e somos apenas instrumentos usados por Ele para isso”, afirmou na carta.
Crítica à proibição e esperança no futuro
Em um trecho particularmente emotivo, Flávio Bolsonaro, que gravou um vídeo chorando ao ler a carta, declarou: “Proibir um filho de visitar um pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste…”. Ele expressou saudade da voz, risada e piadas do pai, mas demonstrou fé em um futuro melhor.
“Mas não tem mal que dure pra sempre. Deus só está nos capacitando para algo muito maior em nossas vidas!”, concluiu, enviando uma mensagem de força ao ex-presidente. A proibição de contato entre pai e filho se tornou um tema na campanha eleitoral, com pesquisas indicando que a maioria dos eleitores considera a medida inadequada.