Shopee libera venda de remédios: Anvisa revoga proibição e farmácias ganham novo canal de vendas online

Anvisa autoriza venda de medicamentos na Shopee após revogação de medida preventiva.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma revogação importante para o comércio eletrônico de medicamentos. Uma medida preventiva que antes impedia a venda de remédios na plataforma Shopee foi suspensa na última quinta-feira, dia 6.
Com essa mudança, farmácias e drogarias que possuem regularização junto ao órgão sanitário agora podem utilizar a Shopee como um canal de vendas para comercializar seus produtos farmacêuticos. A decisão abre novas portas para o setor e para os consumidores.
A principal justificativa para essa liberação é a Lei nº 15.357, sancionada em 20 de março de 2026. Esta lei estabelece novas diretrizes, permitindo que estabelecimentos farmacêuticos licenciados contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para otimizar a logística e a entrega de medicamentos aos consumidores.
Nova lei impulsiona o comércio digital de medicamentos.
A mesma legislação que possibilitou a venda de medicamentos em ambientes físicos segregados em supermercados é a base para a nova permissão na Shopee. A lei busca modernizar e expandir as formas como os consumidores podem adquirir medicamentos, sempre sob a regulamentação sanitária.
A permissão para a venda de medicamentos na Shopee, no entanto, ainda gera questionamentos entre os representantes do setor farmacêutico. Em um documento enviado à Anvisa na sexta-feira (7), associações importantes do ramo solicitaram mais detalhes sobre os efeitos práticos dessa nova regulamentação.
Associações pedem esclarecimentos sobre limites da venda online de medicamentos.
Entidades como a Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil (Abafarma), a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (Abcfarma), a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) buscam definir os limites e as condições para a atuação de plataformas digitais.
Segundo as associações, a venda de medicamentos por meio de plataformas digitais deve respeitar integralmente a regulamentação sanitária. Elas argumentam que a Anvisa precisa realizar uma avaliação técnica detalhada, considerando os aspectos regulatórios, operacionais e sanitários envolvidos na atuação de marketplaces e intermediadores tecnológicos.
O objetivo é garantir que a segurança e a qualidade dos medicamentos sejam mantidas, mesmo com a expansão para novos canais de venda online. A Anvisa ainda não se pronunciou oficialmente sobre os pedidos de esclarecimento das entidades farmacêuticas. O desdobramento desta decisão poderá impactar significativamente o mercado farmacêutico brasileiro e a forma como os consumidores acessam seus medicamentos no futuro.