Faesp Repudia Barreiras da UE à Carne Brasileira e Exige Posição Forte do Mercosul Contra Protecionismo Comercial

Faesp critica “travas artificiais” da UE e apela por união regional do Mercosul contra protecionismo na exportação de carnes.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou repúdio à recente decisão da União Europeia (UE) de impor barreiras à importação de carnes, mel e subprodutos de origem animal provenientes do Brasil. A entidade considera a medida um ato de desrespeito, especialmente após anos de negociações entre o bloco europeu e o Mercosul.

Segundo a Faesp, a União Europeia estaria mudando as regras do jogo de forma arbitrária, introduzindo salvaguardas que não possuem base técnica ou científica. A federação interpreta essa ação como uma “manobra burocrática” com o intuito de criar obstáculos artificiais ao comércio internacional, prejudicando a competitividade brasileira.

A entidade argumenta que o pretexto europeu, focado no uso de antibióticos, é falho. A Faesp aponta que países concorrentes diretos, como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, utilizam produtos fitossanitários semelhantes e não enfrentam restrições similares por parte da UE. Essa disparidade de tratamento, segundo a federação, evidencia um claro protecionismo comercial unilateral, voltado especificamente para frear a competitividade do Brasil.

Faesp Cobra Ação Governamental e União Regional do Mercosul

Diante do cenário, a Faesp faz um apelo ao governo federal por uma postura mais assertiva em sua diplomacia comercial. A entidade também enfatiza a necessidade de uma posição mais firme por parte dos demais países do Mercosul.

“É vital e urgente que a Argentina e o Uruguai se juntem a nós para construir um posicionamento regional unificado e robusto que demonstre a verdadeira força e o peso político-econômico do Mercosul. Não permitiremos que nos dividam para nos enfraquecer; o bloco precisa responder à altura dessa afronta”, declarou a Faesp em nota oficial, assinada pelo presidente Tirso Meirelles.

Críticas à “Casuística” Europeia e Protecionismo Comercial

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo classificou a decisão da UE como “casuística” e “descabida”, ressaltando a falta de amparo técnico e científico para as novas restrições impostas. A entidade vê nessas medidas uma tentativa clara de proteger o mercado europeu em detrimento da livre concorrência internacional.

Impacto na Competitividade e Futuro das Exportações

A Faesp alerta que a manutenção dessas barreiras pode ter sérias consequências para a economia brasileira, especialmente para o setor agropecuário, que tem o agronegócio como um de seus pilares. A entidade busca, com sua manifestação, reverter essa tendência e garantir um ambiente de negócios mais justo e competitivo para as exportações brasileiras de produtos de origem animal.

A entidade reforça a importância da união entre os países do Mercosul para enfrentar o que considera uma “afronta” à parceria comercial estabelecida. A busca por um posicionamento regional coeso visa fortalecer a capacidade de negociação e a defesa dos interesses econômicos do bloco sul-americano no cenário global.

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