Palma forrageira se consolida como solução estratégica para pecuária do semiárido mineiro, com evento da Epamig impulsionando disseminação e estudos
A produção de palma forrageira tem ganhado destaque no semiárido mineiro, apresentando-se como uma alternativa robusta para a alimentação do rebanho bovino. Em regiões onde as secas prolongadas impactam severamente as culturas tradicionais, a palma surge como um trunfo para a pecuária, garantindo a subsistência e a rentabilidade dos produtores. O evento Palmatech, promovido pela Epamig, é um marco na difusão dessa cultura.
O Palmatech, em sua 4ª edição, abrange o Simpósio Mineiro da Cultura da Palma Forrageira (SimPalma) e o Dia de Campo da Palma Forrageira (PalmaDay), reunindo especialistas e produtores para discutir os avanços e as potencialidades da palma. A iniciativa visa não apenas disseminar o conhecimento, mas também estimular a implantação em larga escala dessa cultura resiliente.
Com a expectativa de reunir mais de 200 participantes, o Palmatech abordará temas cruciais como o uso da palma na alimentação animal, técnicas de cultivo e manejo, além de apresentar pesquisas em andamento. A pesquisadora e chefe-geral da Epamig Norte, Leidy Rufino, destaca a importância do evento para desmistificar o uso da palma, comprovando seu potencial como alimento disponível o ano inteiro, independentemente do regime de chuvas, e contribuindo para uma pecuária mais rentável.
Palma Forrageira: Segurança Alimentar e Reserva Estratégica para o Rebanho
A palma forrageira é reconhecida como uma reserva estratégica de forragem. Sua capacidade de armazenamento no campo, sem perda de valor nutritivo, a torna uma garantia contra crises hídricas. Em períodos de seca, a palma assegura que o rebanho tenha alimento, minimizando perdas e mantendo a produção pecuária em funcionamento. Essa característica é fundamental para a estabilidade da pecuária no semiárido mineiro.
Histórico de Investimento e Pesquisa da Epamig na Palma
Os estudos da Epamig com a palma forrageira foram intensificados a partir de 2015, após uma severa seca prolongada que causou inúmeros prejuízos na região Norte de Minas Gerais. Naquela época, culturas forrageiras tradicionais, como sorgo e capins, sofreram com a escassez de chuvas, levando à redução drástica do rebanho bovino. A busca por alternativas mais resistentes à seca impulsionou o investimento da Epamig na palma, cultura já consolidada no Nordeste do Brasil.
Expansão e Distribuição de Genótipos Adaptados
Em 2017, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) cedeu 25 genótipos de palma à Epamig, que iniciou pesquisas para identificar as variedades mais adequadas ao solo e clima do Norte de Minas. Genótipos já adaptados no Nordeste, como a ‘orelha de elefante mexicana’, ‘miúda’ e ‘palma Sertânia’, foram distribuídos na região por meio do programa Rede Palma. Este programa permite que produtores recebam mudas gratuitamente, com o compromisso de doar a mesma quantidade a vizinhos, perpetuando a distribuição e o acesso à cultura.
Diversificação e Inovação: Além da Alimentação Animal
O Palmatech também explora outros usos da palma, incluindo aplicações na indústria e na alimentação humana. Painéis discutirão o uso associado da palma com outras forrageiras resistentes ao clima semiárido, como capim-buffel, milheto e sorgo, oferecendo aos produtores um leque mais amplo de opções para diversificar a alimentação do rebanho. A pesquisa da Epamig também foca na produção de farelo de palma, permitindo o armazenamento desidratado por tempo indeterminado, uma solução eficaz contra períodos de escassez.
A Epamig continua a investir em pesquisas voltadas para a palma forrageira, respondendo à demanda crescente pela cultura. O objetivo é fornecer aos produtores ferramentas e conhecimentos para otimizar o cultivo, o manejo e a seleção de cultivares, garantindo a sustentabilidade e o crescimento da pecuária no semiárido mineiro.
Toda a programação e informações adicionais sobre o evento Palmatech estão disponíveis no site oficial da Epamig.





