Brasil figura entre os 10 principais países em origem de viajantes corporativos para os Estados Unidos, superando nações europeias e evidenciando a importância do mercado nacional no business travel internacional.
O Brasil alcançou a sétima posição entre os países que mais enviam turistas corporativos para os Estados Unidos, um feito notável que o coloca à frente de potências como França e Itália. Este dado, divulgado pela Booking.com, ressalta o peso significativo do Brasil no fluxo global de viagens de negócios.
Os dez países que lideram este ranking são responsáveis por quase dois terços de todas as visitas internacionais de negócios aos EUA. A Índia lidera a lista, seguida pelo Reino Unido e pela China, evidenciando a força das economias emergentes e das relações comerciais globais.
A posição brasileira, ao lado de países com longa tradição comercial e infraestruturas corporativas mais consolidadas, não é fruto do acaso. É o resultado de décadas de fortalecimento de relações comerciais, da crescente presença de multinacionais no Brasil e da expansão de empresas brasileiras com operações ou parcerias nos Estados Unidos.
A infraestrutura americana como diferencial competitivo
Viajantes corporativos que frequentam os EUA reconhecem a excelência da infraestrutura turística americana, que vai além dos atrativos. A comodidade da vida cotidiana se reflete na experiência do visitante, com sistemas de mobilidade, serviços, comunicação e orientação exemplares.
Essa capacidade de absorver grandes volumes de pessoas sem gerar caos é um ponto forte, especialmente em eventos de escala global. Tal eficiência operacional, que impacta diretamente a produtividade de quem viaja a negócios, é um aprendizado para o Brasil.
Novos polos corporativos em ascensão nos EUA
Tradicionalmente, Nova York, Los Angeles e San Francisco concentravam a maior parte das visitas de negócios. No entanto, o cenário está em transformação, com o surgimento de novos polos corporativos.
O Texas, com Austin se destacando, atrai empresas de tecnologia em busca de menor carga tributária e custo operacional. A migração de gigantes como Tesla e Oracle impulsiona o crescimento da cidade como destino corporativo.
A Flórida, especialmente Miami, consolida-se como um ponto estratégico de conexão entre os EUA, América Latina e Caribe. O distrito financeiro de Brickell atrai grandes gestoras globais, beneficiado por um ambiente tributário favorável e posição geográfica privilegiada.
Orlando: o inesperado polo de eventos corporativos
Frequentemente associada ao turismo de lazer, Orlando revela uma face corporativa surpreendente. A cidade se tornou o terceiro maior polo de convenções e eventos corporativos dos Estados Unidos, atrás apenas de Las Vegas e Chicago.
Essa consolidação se deve à sua capacidade de sediar reuniões de equipes, parceiros e clientes em larga escala, demonstrando a versatilidade do destino.
Conectividade aérea impulsiona o fluxo
O acordo de céus abertos entre Brasil e EUA, firmado em 2021, expandiu significativamente a conectividade aérea. Em 2025, o Brasil registrou um crescimento de 9% na capacidade de assentos para os EUA, liderando o aumento de voos diretos na América do Sul.
Com a infraestrutura existente, a demanda crescente e a conectividade aérea em expansão, o Brasil reforça sua posição no cenário global de business travel.
O desafio da gestão inteligente de viagens corporativas
Apesar do 7º lugar no ranking de origem de viajantes corporativos para os EUA e o 10º no consumo global, o Brasil ainda enfrenta desafios. Programas de viagens subgerenciados, políticas desatualizadas e a baixa adoção de tecnologia limitam o potencial.
A transformação desse volume de deslocamentos em programas mais inteligentes, eficientes e estratégicos é o próximo passo crucial para o mercado brasileiro. A posição atual é um reflexo do que o Brasil é, mas o futuro dependerá das decisões estratégicas tomadas.





