PBH e Copasa assinam contrato histórico de R$ 1,7 bilhão para saneamento básico em Belo Horizonte, estendendo a parceria até 2073.
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) firmaram um acordo que promete transformar o cenário do saneamento na capital mineira. A renovação do contrato de concessão para tratamento de água e esgoto estende a colaboração até 2073, garantindo um aporte direto de R$ 1,7 bilhão em investimentos na cidade.
Este novo vínculo, que substitui o contrato anterior com vencimento em 2032, foi oficializado em uma reunião que contou com a presença de autoridades como o prefeito Álvaro Damião, o governador Mateus Simões e a presidente da Copasa, Marília Melo. A assinatura ocorre em um momento crucial, acompanhando o processo de privatização da Copasa conduzido pelo governo estadual.
A extensão do contrato com a PBH é vista como uma jogada estratégica fundamental para a futura ex-estatal, visando aumentar sua relevância e atratividade para potenciais compradores. O acordo com Belo Horizonte se destaca como o maior da companhia, que já atende 637 municípios mineiros. Uma reavaliação dos termos está prevista para 2052, onze anos antes do fim do contrato.
Investimento Estratégico e Valorização da Companhia
O prefeito Álvaro Damião ressaltou a importância do acordo, afirmando que a renovação foi cuidadosamente analisada para garantir o melhor para os cidadãos de Belo Horizonte. “Hoje, podemos afirmar que é um contrato muito bom para nossa cidade”, declarou o prefeito em suas redes sociais, destacando o trabalho intenso para proteger os interesses municipais.
Embora os detalhes sobre a alocação exata dos R$ 1,7 bilhão ainda não tenham sido divulgados, o montante reforça a capital como um polo de extrema importância para a Copasa. A cidade de Belo Horizonte representa aproximadamente 40% do faturamento bruto anual da companhia, o que justifica a magnitude do investimento.
Metas Ambientais e Despoluição da Lagoa da Pampulha
Um dos pontos centrais do novo contrato são as obrigações ambientais impostas à Copasa. Dentre elas, destaca-se o compromisso com a eliminação de ligações irregulares de esgoto que atualmente despejam efluentes na Lagoa da Pampulha. Esta meta está diretamente alinhada com os objetivos do Projeto Reviva Pampulha.
O plano prevê a interligação de 9.759 imóveis à rede de esgoto, uma ação crucial para a recuperação da qualidade da água na Lagoa da Pampulha. Este importante corpo hídrico, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, é um dos símbolos mais emblemáticos de Belo Horizonte e sua preservação é uma prioridade.
Um Contrato para o Futuro e a Privatização da Copasa
A renovação contratual até 2073 sinaliza um planejamento de longo prazo para os serviços de saneamento em Belo Horizonte. Paralelamente, o acordo ganha relevância no contexto da desestatização da Copasa, aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em dezembro do ano passado.
A capacidade de firmar um contrato de tamanha envergadura com a capital mineira fortalece a posição da Copasa no mercado, tornando-a mais atraente para investidores durante o processo de privatização. O acordo representa um passo significativo para a modernização e expansão dos serviços de água e esgoto na região metropolitana.





