Ibovespa celebra novo recorde histórico impulsionado por decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas comerciais.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em alta nesta sexta-feira (20), renovando máximas históricas e superando pela primeira vez a marca de 190 mil pontos. A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em derrubar parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump foi o principal catalisador para o rali no pregão da B3.
A alta foi significativamente impulsionada pelas ações de empresas como a Vale e diversos bancos, que apresentaram forte desempenho no dia. O volume financeiro negociado na B3 atingiu R$ 36,16 bilhões, demonstrando um alto nível de atividade no mercado.
Conforme informação divulgada pela Reuters, a Suprema Corte americana declarou ilegais parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump. A decisão manteve o entendimento de um tribunal inferior, que apontou que o uso de uma lei de 1977, destinada a emergências nacionais, excedeu a autoridade presidencial. Em resposta, Trump anunciou a intenção de impor uma tarifa global de 10% por 150 dias para substituir algumas das taxas derrubadas, baseando-se na Seção 122 da Lei Comercial de 1974.
Impacto positivo no mercado brasileiro e declarações oficiais
O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância da decisão da Suprema Corte dos EUA para o Brasil, afirmando que a nova tarifa de 10% não afetaria a competitividade do país, pois seria aplicada a todas as nações exportadoras para os Estados Unidos. Essa declaração reforçou o sentimento positivo no mercado.
Marco Tulli Siqueira, superintendente da Necton/BTG Pactual, comentou que o efeito positivo na B3 é generalizado devido à decisão sobre as tarifas. Ele também destacou que esse cenário é potencializado pela zeragem de posições vendidas após o recente rali, o que contribui para a escalada do índice.
Desempenho das ações e cenário internacional
No pregão, as ações da VALE ON subiram 3,23%, mostrando força mesmo sem a referência dos preços futuros do minério de ferro na China, que estava em feriado. Os papéis de bancos também apresentaram alta expressiva: ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,4%, BRADESCO PN subiu 2,02%, BANCO DO BRASIL ON cresceu 2%, e SANTANDER BRASIL UNIT fechou com alta de 3,12%.
A PETROBRAS PN encerrou com variação positiva de 0,42%, em um dia de oscilação modesta do petróleo no exterior. Já a WEG ON registrou alta de 1,21%, recuperando-se após três quedas consecutivas, impulsionada pelas notícias sobre as tarifas. A PETRORECONCAVO ON subiu 2,81% após anunciar otimizações em sua diretoria.
Em contrapartida, a RAÍZEN PN recuou 3,23%, atingindo novas mínimas históricas, sem notícias sobre planos para equacionar seu endividamento. A HAPVIDA ON caiu 2,69%, retomando seu viés negativo. Em destaque positivo, a AZUL PN disparou 60% em meio a expectativas sobre o plano de sair do Chapter 11 nos EUA.
Repercussão nos mercados americanos e outros destaques
Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu 0,69%. O dia também foi marcado pela divulgação do PIB americano no quarto trimestre, que cresceu 1,4%, abaixo do esperado, e por uma medida de inflação observada pelo Federal Reserve que ficou acima das expectativas. A TAURUS PN, que não faz parte do Ibovespa, subiu 5,17%, beneficiada pela derrubada das tarifas, dado que os EUA são seu principal mercado.
Por outro lado, RANDONCORP PN cedeu 0,46% após apresentar queda de 7,2% na receita em janeiro. A FRASLE MOBILITY ON também registrou queda no faturamento no primeiro mês do ano, de 17,6%, e operava em baixa de 2,83%.




