Ação Militar dos EUA na Venezuela Gera Reações Opostas no Brasil: Condenação da Esquerda e Celebração da Direita
A recente ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela desencadeou um forte debate político no Brasil, com reações diametralmente opostas entre a esquerda e a direita. Enquanto parlamentares de esquerda condenaram a ação como uma violação do direito internacional e um ato de imperialismo, figuras da direita brasileira celebraram o que chamam de “fim do regime esquerdista” e “vitória da liberdade”.
A Venezuela, por sua vez, declarou estado de emergência nacional após relatar uma “agressão militar” com múltiplas explosões em diversas regiões do país, incluindo a capital, Caracas. Ataques teriam ocorrido também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, levando à mobilização das forças de defesa.
Conforme informações divulgadas pela Folhapress, o presidente Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país, embora não haja confirmação oficial sobre o paradeiro do casal. Essa notícia impulsionou as comemorações de políticos da direita brasileira.
Esquerda Brasileira Repudia Ataques e Defende Soberania
Políticos da esquerda brasileira manifestaram veementemente sua condenação aos ataques, classificando-os como uma afronta à soberania venezuelana e um desrespeito às leis internacionais. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) declarou que “o imperialismo exporta guerra e destruição” e que o ataque “viola todas as regras do direito internacional”.
Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, considerou a ação “inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina”. Ela argumentou que o interesse dos EUA seria o petróleo venezuelano, e não o aprofundamento da democracia ou o combate ao narcotráfico.
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) exigiu uma manifestação do presidente Lula, classificando a ação como “terrorismo de Estado pra controlar as reservas de petróleo”. Ele ressaltou a necessidade urgente de condenação pela comunidade internacional.
Direita Brasileira Celebra “Fim do Regime” e “Vitória da Liberdade”
Em contrapartida, políticos da direita brasileira celebraram o anúncio da captura de Maduro. Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, afirmou que o regime venezuelano é um “pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo” e declarou: “Viva a liberdade!”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) previu “dias terríveis” para Lula e o Foro de São Paulo, acusando o grupo de envolvimento com “tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
O senador Sergio Moro (União-PR) saudou o “fim de Maduro, o tirano de Caracas”, afirmando que seria “melhor para Venezuela e para o mundo”. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) desejou que “todos os ditadores da América Latina” tenham o mesmo destino.
Ponderação e Críticas à Intervenção Estrangeira
Nem toda a direita compartilhou do mesmo tom. O governador Eduardo Leite (PSD-RS) fez uma manifestação mais ponderada, condenando o regime de Maduro por violação de direitos humanos, mas também criticando a intervenção estrangeira. Ele ressaltou que a “violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) comemorou a ação, expressando o desejo de que Lula apoiasse a medida e que Maduro fosse preso “para que a Venezuela possa ser libertada”. Mauricio Marcon (PL-RS), vice-líder da oposição na Câmara, declarou: “Acabou o regime ditatorial na Venezuela. A grande notícia do sábado é que, finalmente, o regime esquerdista da Venezuela caiu”.
Venezuela Declara Estado de Emergência Após Ataques
A Venezuela confirmou ter sofrido uma “agressão militar” dos Estados Unidos, que resultou em múltiplas explosões em várias regiões do país. Em resposta, o governo venezuelano declarou estado de emergência nacional e mobilizou suas forças de defesa. Os ataques teriam atingido a capital, Caracas, e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, intensificando a crise na nação sul-americana.




