Orçamento de 2026 sancionado: Lula veta aumento do Fundo Partidário e mantém foco em equilíbrio fiscal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Orçamento federal de 2026, introduzindo vetos a pontos aprovados pelo Congresso Nacional. A decisão, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, preserva a estrutura central da proposta do Executivo, priorizando o cumprimento das regras do arcabouço fiscal.
O texto aprovado estabelece um superávit primário de R$ 34,26 bilhões, com uma margem de tolerância que pode elevar o resultado a até R$ 68,52 bilhões. O orçamento totaliza aproximadamente R$ 6,5 trilhões em despesas e receitas, com uma parcela significativa destinada ao pagamento de juros da dívida pública, conforme divulgado pela Agência Brasil.
Um dos vetos mais significativos recai sobre o aumento do Fundo Partidário, medida que, segundo o governo, comprometeria o equilíbrio orçamentário e desviaria verbas da Justiça Eleitoral, além de pressionar os limites fiscais.
Vetos Presidenciais e Impactos no Orçamento
Além do Fundo Partidário, o presidente vetou a autorização para pagamento de emendas parlamentares sem a exigência de licenciamento ambiental. O governo considerou essa permissão incompatível com a legislação ambiental e os princípios de responsabilidade administrativa.
Outro veto relevante diz respeito à liberação automática de restos a pagar acumulados entre 2019 e 2023. O Executivo argumentou que essa medida poderia gerar um impacto fiscal sem a devida previsão orçamentária, mantendo o controle sobre os gastos públicos.
Regras Fiscais e Emendas Parlamentares Mantidas
O Orçamento de 2026 sancionado mantém as regras para despesas obrigatórias, como auxílio-alimentação e assistência pré-escolar. O salário mínimo continuará sendo reajustado com base na variação do INPC, alinhado à política econômica.
Em relação às emendas parlamentares, o texto reserva cerca de R$ 61 bilhões para emendas individuais, de bancada e de comissão. Esse volume, apesar dos vetos, reforça o papel do Congresso Nacional na execução orçamentária.
Próximos Passos para o Orçamento de 2026
Com a sanção, o governo encerra a tramitação orçamentária de 2026, assegurando a manutenção dos principais pilares fiscais e impedindo iniciativas que pudessem ampliar gastos permanentes ou reduzir o controle sobre as despesas públicas. Os vetos presidenciais ainda podem ser analisados pelo Congresso Nacional, que tem o poder de mantê-los ou derrubá-los em sessão conjunta.
A publicação do Orçamento de 2026, com as decisões do presidente Lula, marca um passo importante na gestão fiscal do país, buscando o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento das metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal, conforme informações da Agência Brasil.




