Toffoli mantém acareação no caso Banco Master e nega pedido da PGR para suspender audiência com investigados de fraude de R$ 17 bilhões
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para suspender uma audiência de acareação no caso Banco Master. A decisão mantém a realização da oitiva, marcada para a próxima terça-feira, 30 de janeiro, com a participação de figuras chave na investigação de fraudes financeiras.
A medida determinada por Toffoli visa esclarecer as circunstâncias de uma suposta movimentação de R$ 17 bilhões através da emissão de títulos de crédito falsos. O caso, que tramita em sigilo, ganhou atenção nacional após a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal em novembro de 2025.
As investigações apuram um esquema que pode ter lesado investidores e o sistema financeiro. A complexidade do caso e o envolvimento de personalidades importantes levaram o STF a assumir a condução do processo, após solicitação da defesa de um dos investigados. Conforme informação divulgada pela Agência Brasil, a mudança de foro se deu pela citação de um deputado federal com foro privilegiado.
Acareação definida para esclarecer fraudes financeiras de R$ 17 bilhões
A audiência de acareação, mantida por Dias Toffoli, envolverá o sócio do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Os três serão ouvidos por videoconferência, buscando cruzar informações e depoimentos para avançar nas investigações.
A Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes financeiras, teve seu ápice em novembro de 2025 com a prisão de Daniel Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo. A prisão ocorreu um dia após a Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master, instituição que já havia sido liquidada extrajudicialmente.
Outros investigados respondem em liberdade com restrições
Além de Daniel Vorcaro, outros sócios ligados a ele foram detidos na mesma operação. São eles Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Todos obtiveram autorização da Justiça Federal para responder ao processo em liberdade.
As medidas cautelares impostas aos detidos incluem o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de exercerem atividades no setor financeiro, o impedimento de contato com outros investigados e a restrição de sair do país. Tais medidas visam garantir a ordem pública e a instrução processual.
STF relata caso após solicitação de defesa de sócio do Banco Master
O ministro Dias Toffoli é o relator do caso Banco Master no STF. A decisão de acolher o pedido da defesa de Daniel Vorcaro para que o processo tramitasse na Corte Suprema, em vez da Justiça Federal em Brasília, foi justificada pela necessidade de garantir o foro adequado, uma vez que um deputado federal foi mencionado nas apurações.
A investigação sobre as fraudes financeiras e a atuação do Banco Master continua em andamento, com a expectativa de que a acareação contribua significativamente para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos no esquema que pode ter movimentado R$ 17 bilhões.




