Ibovespa Rumo aos 170 Mil Pontos? Juros em Queda no Brasil e EUA Impulsionam Recordes Históricos na Bolsa - Brasa Noticias

Ibovespa Rumo aos 170 Mil Pontos? Juros em Queda no Brasil e EUA Impulsionam Recordes Históricos na Bolsa

Ibovespa Atinge Novo Pico Histórico Acima dos 164 Mil Pontos, Impulsionado por Perspectivas de Juros Mais Baixos

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em forte alta nesta quinta-feira (04), renovando suas máximas históricas e superando a marca de 164 mil pontos. O movimento otimista é sustentado por um cenário de crescentes apostas em um corte na taxa Selic já no início de 2026, além de expectativas favoráveis para a continuidade do alívio monetário nos Estados Unidos.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro registrou um avanço de 1,67%, terminando o pregão a 164.455,61 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. No pico do dia, o Ibovespa chegou a 164.550,77 pontos, um novo topo intraday, enquanto a mínima foi de 161.759,12 pontos. O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 31,1 bilhões.

A bolsa paulista iniciou o pregão reagindo à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que apresentou um crescimento de 0,1% entre julho e setembro. Este resultado foi o mais fraco desde a retração de 0,1% observada nos três últimos meses de 2024, e ficou abaixo das expectativas de economistas, que previam uma alta de 0,2%, segundo pesquisa da Reuters.

Política Monetária Restritiva e Sinal Verde para Cortes de Juros

Segundo Mônica Araújo, economista-chefe da InvestSmart XP, os dados do PIB indicam que a política monetária restritiva adotada pelo Banco Central está impactando o crescimento econômico doméstico, ainda que de forma mais lenta do que o previsto. Ela ressalta que, em conjunto com outros indicadores de desaceleração da demanda interna, esses números configuram um cenário estrutural que pode viabilizar o início do processo de flexibilização da taxa Selic a partir de março de 2026.

Apesar da perspectiva de corte em 2026, a curva de juros já precificava, no final da quarta-feira, uma probabilidade superior a 80% de o Banco Central reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual já em janeiro, um índice que subiu em relação ao dia anterior. A pesquisa Focus, divulgada semanalmente, tem consistentemente mostrado a previsão de uma Selic em 14,75% em janeiro, frente aos atuais 15% ao ano.

EUA Sinaliza Alívio Monetário e Fluxo de Capital Aumenta na Bolsa

As expectativas em relação à Selic se somam a outros fatores que têm impulsionado a bolsa paulista e levado o Ibovespa a renovar suas máximas históricas. Um dos principais é a perspectiva de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, continue o ciclo de redução de juros na maior economia do mundo. No fim da tarde, operadores precificavam em 87% a chance de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Fed na semana seguinte, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

Estrategistas também apontam para uma realocação global de ativos, que tem se traduzido em um saldo positivo de capital externo na bolsa brasileira, estimado em cerca de R$ 27,7 bilhões no ano. Somente nos dois primeiros pregões de dezembro, houve uma entrada líquida de R$ 311 milhões, após um saldo positivo superior a R$ 2 bilhões em novembro.

Dividendos e Reformas Tributárias Turbinam o “Rali” de Final de Ano

Em antecipação à reforma do Imposto de Renda, que entrará em vigor no próximo ano, diversas empresas têm anunciado o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio. Essa movimentação representa um suporte adicional para o chamado “rali” de final de ano na bolsa paulista. Em apenas quatro pregões de dezembro, o Ibovespa já acumula uma alta superior a 3%.

Rubens Cittadin Neto, especialista em renda variável da Manchester Investimentos, destaca que a bolsa segue embalada pelas expectativas de queda de juros nos EUA e, no Brasil, pela previsão de redução para janeiro. Ele acrescenta que empresas estão distribuindo maiores proventos para otimizar a carga tributária.

Destaques do Mercado: Bancos, Mineração e Energia

No setor financeiro, ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 2,46%, acompanhado por outros grandes bancos como BRADESCO PN (+1,42%), SANTANDER BRASIL UNIT (+1,02%), BANCO DO BRASIL ON (+1,74%) e BTG PACTUAL UNIT (+1,5%). A VALE ON subiu 1,74%, impulsionada por recomendações de compra e a visão do mercado de que a ação funciona como um “cupom de minério de ferro”, com expectativas de fortes retornos aos acionistas. A PETROBRAS PN avançou 0,65%, em um dia de alta do petróleo no exterior, com a estatal e a Shell arrematando áreas em leilão inédito de blocos em produção no pré-sal.

Papéis sensíveis a juros, como LOCALIZA ON (+5,04%) e NATURA ON (+3,93%), também se beneficiaram do alívio nas taxas dos DIs. A REDE D’OR ON valorizou-se 3,51% após analistas do Safra elevarem a recomendação da ação para “outperform”, prevendo uma trajetória de reaceleração para a divisão de hospitais. Por outro lado, a AMBEV ON recuou 1,41%, reflexo de dados recentes que indicaram queda na produção de bebidas alcoólicas em outubro.

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Welbert Lucas de Oliveira
Welbert Lucas de Oliveira

Welbert Lucas é um talentoso redator do site Brasa Noticias, apaixonado por filmes, games e cultura pop. Sua paixão por esses temas transparece em seu trabalho, onde ele combina sua habilidade de escrita com seu vasto conhecimento dessas áreas. Com uma escrita envolvente e criativa, Welbert é capaz de transportar os leitores para universos cinematográficos, aventuras virtuais e cenários cheios de referências culturais. Além de seu talento como redator, ele é um verdadeiro entusiasta, sempre atualizado sobre as últimas novidades da indústria do entretenimento. Seja através de críticas cinematográficas, análises de jogos ou artigos sobre cultura pop, Welbert Lucas oferece conteúdo de qualidade que entretém e informa os leitores do Brasa Noticias de forma única e apaixonante.

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