Anvisa proíbe venda e consumo de três suplementos alimentares irregulares em todo o Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição imediata de três suplementos alimentares que estavam sendo comercializados de forma irregular no país. A medida abrange a suspensão total de venda, propaganda, distribuição, fabricação, importação e consumo desses produtos, tirando-os oficialmente do mercado nacional.
A decisão, publicada na última terça-feira, reforça a urgência da agência em coibir o uso de substâncias sem registro sanitário, que podem apresentar sérios riscos à saúde dos consumidores. Essa ação faz parte de uma série de operações intensificadas pela Anvisa contra suplementos e produtos naturais vendidos sem comprovação de segurança ou eficácia.
Conforme informação divulgada pela Anvisa, a operação atingiu dois produtos fabricados pela empresa Ms Comércio de Produtos Naturais Ltda. e um terceiro de outra fabricante. Todos apresentavam a mesma irregularidade central: a ausência de regularização sanitária, além de outros riscos específicos identificados pela agência.
ProsaTril: Comercializado sem qualquer registro ou segurança comprovada
O suplemento ProsaTril, anunciado como um produto natural voltado para a saúde masculina, foi proibido por não possuir qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro na Anvisa. A comercialização de produtos dessa natureza sem a devida regularização é considerada uma infração sanitária grave. Mesmo sem autorização, o suplemento era amplamente divulgado em sites e redes sociais, o que aumentou a preocupação da agência devido ao seu potencial alcance entre os consumidores.
Erenobis: Contém ingrediente proibido pela Anvisa em suplementos
O segundo produto afetado pela proibição, o Erenobis, também fabricado pela Ms Comércio de Produtos Naturais Ltda., apresentou uma irregularidade adicional preocupante. Foi detectada a presença da planta Pereskia aculeata, popularmente conhecida como ora-pro-nóbis. Embora amplamente utilizada na culinária, a Anvisa proibiu o uso do ora-pro-nóbis em suplementos alimentares desde abril deste ano.
A proibição do ora-pro-nóbis em cápsulas, pós ou comprimidos se deu pela falta de estudos suficientes que comprovem sua segurança e eficácia para consumo como suplemento. É importante ressaltar que essa restrição não afeta o uso alimentício da planta, mas veta sua utilização industrial em produtos como suplementos.
Óliver Turbo: Suspenso após operação por falta de registro
O terceiro suplemento proibido pela fiscalização foi o Óliver Turbo, fabricado pela empresa Instituto Oliver Cursos Preparatórios Ltda.. Assim como os outros, este produto também não possuía registro na Anvisa, e sua comercialização, importação e divulgação foram suspensas imediatamente. O suplemento era vendido pela internet, prometendo resultados rápidos em termos de disposição, energia e desempenho.
A Anvisa alerta que produtos sem autorização oficial não passam por controle de qualidade, o que significa que não há garantia sobre sua composição, pureza ou dosagem dos ingredientes. Isso pode expor o consumidor a riscos como a presença de substâncias perigosas, ingredientes não declarados ou dosagens inadequadas.
Por que suplementos precisam de registro na Anvisa e os riscos de produtos irregulares
A Anvisa estabelece regras rigorosas para a comercialização de suplementos no Brasil, visando a proteção da saúde dos consumidores. Mesmo produtos naturais devem atender a normas específicas e passar por análise antes de serem liberados para venda. Os critérios avaliados incluem a segurança dos ingredientes, a qualidade da fabricação e a veracidade das alegações nutricionais e de saúde.
Consumir suplementos irregulares pode trazer sérias consequências para a saúde, como reações adversas inesperadas, contaminação por microrganismos patogênicos, ou o consumo de substâncias tóxicas. A ausência de registro também dificulta o rastreamento da origem do produto e a identificação rápida de lotes contaminados, aumentando os riscos.
A Anvisa tem intensificado suas ações de fiscalização contra produtos irregulares. Recentemente, foram suspensos “melzinhos estimulantes” por conterem substâncias farmacológicas proibidas e lotes de sabão Ypê por contaminação bacteriana. A agência também atua em operações contra a venda ilegal de medicamentos online.
O consumidor que possuir os suplementos ProsaTril, Erenobis ou Óliver Turbo deve interromper o uso imediatamente. Para verificar a regularidade de um produto, é essencial procurar o número de registro ou notificação no rótulo e consultá-lo no site da Anvisa. Denúncias de produtos suspeitos podem ser feitas pelos canais oficiais da agência ou das Vigilâncias Sanitárias locais.




