Adeus, desconto do IRPF na folha: Dezembro de 2025 marca o fim de uma era para quem ganha até R$ 5.000 mensais. Entenda as mudanças que chegam em 2026!
O ano de 2025 reserva uma data importante para muitos trabalhadores brasileiros: dezembro será o último mês em que o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRPF) será descontado diretamente do contracheque para quem recebe até R$ 5.000 mensais. A partir de janeiro de 2026, uma nova legislação, sancionada pelo Presidente da República, trará alterações significativas na tabela de cobrança do IRPF e introduzirá a tributação de grandes fortunas.
Essas mudanças prometem um alívio imediato na folha de pagamento para a classe média e terão um impacto relevante na declaração anual de 2027, referente ao ano-base 2026, para os contribuintes de alta renda. A medida visa a justiça fiscal e a distribuição de renda no país.
Conforme informação divulgada, o governo federal estima que cerca de 16 milhões de brasileiros serão diretamente beneficiados por essa ampliação da isenção. A nova regra busca não apenas aliviar o bolso do trabalhador, mas também promover uma compensação na arrecadação através de novas formas de tributação para os mais ricos.
Isenção Ampliada: Quem Ganha Até R$ 5.000 Fica Isento do IRPF
A grande novidade para 2026 é a expansão da faixa de isenção do IRPF. Atualmente, em 2025, a isenção vale para quem recebe até R$ 3.036 por mês, valor correspondente a dois salários mínimos com o uso do desconto simplificado. Com a nova lei, essa realidade muda drasticamente.
A partir de janeiro de 2026, a faixa de isenção do Imposto de Renda será elevada para quem recebe até R$ 5.000 mensais. Isso significa que milhões de trabalhadores deixarão de ter o IRPF descontado diretamente de seus salários, representando um aumento significativo na renda disponível.
Compensação com Taxação de Super-Ricos
Para equilibrar a balança e compensar a perda de arrecadação gerada pela ampliação da isenção, a nova lei implementa o Imposto de Renda Mínimo (IRPFM) para contribuintes de alta renda. A proposta é garantir que os mais ricos, que frequentemente utilizam mecanismos para reduzir sua carga tributária, paguem um imposto efetivo mínimo.
A ideia central é que a alta renda, que hoje se beneficia de rendimentos isentos, como dividendos, passe a contribuir com um imposto mínimo mais justo. Essa medida visa a equidade tributária e a sustentabilidade da política de isenção para as faixas de menor e média renda.
Simulação de Economia: O Impacto no Bolso do Trabalhador
Para ilustrar o impacto prático da nova regra, consideremos um trabalhador que recebe R$ 4.000,00 por mês. Em 2025, com as regras atuais, esse contribuinte pagaria R$ 1.737,72 de IRPF anualmente. Já em 2026, com a nova faixa de isenção, o valor pago seria R$ 0,00.
Portanto, a economia anual para este trabalhador será de R$ 1.737,72. Essa diferença representa um alívio financeiro considerável, que poderá ser utilizado para outras necessidades ou investimentos. A sanção da lei garante que essas novas regras entrem em vigor em 1º de janeiro de 2026, trazendo o benefício já no primeiro mês do ano.




