Transformação em Massa: Brasil Lidera Esforços para Reagir a Mundo em Constante Mudança
O cenário empresarial brasileiro vive um momento de intensa movimentação. Uma pesquisa recente aponta que a vasta maioria das companhias no país está imersa em processos de transformação, seja com projetos em andamento ou com planos concretos para os próximos 12 meses. Essa urgência em se adaptar reflete um ambiente de negócios cada vez mais volátil e competitivo.
A máxima de que a inércia é o caminho para a obsolescência nunca foi tão clara. Executivos brasileiros demonstram uma forte consciência da necessidade de evoluir, com iniciativas que abrangem todas as esferas da organização. Essa busca por resiliência e competitividade é uma resposta direta aos desafios impostos pela instabilidade geopolítica e pela rápida evolução tecnológica, especialmente a inteligência artificial.
O estudo CEO Outlook, conduzido pela EY-Parthenon, entrevistou 1.200 CEOs globalmente, incluindo uma amostra significativa do Brasil. Os resultados evidenciam que 98% dos executivos brasileiros afirmam que suas empresas possuem iniciativas de transformação em curso (62%) ou que planejam iniciá-las nos próximos 12 meses (36%). Globalmente, o índice de empresas em transformação ou com planos futuros é de 97%.
Incertezas Globais e Tecnologia Ditando o Ritmo da Transformação
Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon, destaca que essa intensa atividade de transformação é uma resposta direta ao cenário atual. As incertezas geopolíticas, intensificadas por conflitos militares, e a evolução acelerada da tecnologia, com empresas buscando retorno prático em investimentos em inteligência artificial, forçam as organizações a se transformarem para não perderem competitividade.
A capacidade de reação das empresas está sendo testada pela instabilidade geopolítica, que gera volatilidade econômica. Mercados sensíveis, como o de petróleo e gás, sofrem com a elevação de preços, provocando movimentos inflacionários em toda a economia. Nesse contexto, a transformação se torna uma ferramenta essencial para a sobrevivência e o crescimento.
O Que as Empresas Buscam com a Transformação?
No Brasil, os resultados prioritários buscados com essas iniciativas de transformação são claros. De acordo com o estudo da EY-Parthenon, a melhora do engajamento e da retenção do consumidor e a otimização das operações e a melhoria da produtividade, incluindo a digitalização, aparecem empatadas com 16% das respostas como as principais prioridades. Esses objetivos refletem a busca por uma relação mais sólida com o cliente e uma operação mais eficiente.
Logo em seguida, com 14% das respostas, surgem a reformulação radical do modelo de negócios para o futuro, visando destravar novas possibilidades de criar, entregar e capturar valor, e a redução de custos. Os CEOs puderam escolher até três resultados esperados, demonstrando uma visão multifacetada das metas de transformação.
Confiança Elevada na Execução das Mudanças
O nível de confiança dos CEOs brasileiros na entrega dos resultados almejados por essas iniciativas de transformação é notavelmente alto. Oito em cada dez (85%) executivos se mostram muito confiantes na melhora do engajamento e da retenção dos colaboradores. Isso indica uma aposta forte na valorização do capital humano como motor da mudança.
A confiança também é elevada em relação ao avanço de produtos e à inovação de processos corporativos, com 76% dos executivos apostando nessa área para melhorar a oferta atual e criar novos produtos e serviços. Para a reformulação radical do modelo de negócios, 68% expressam grande confiança, sinalizando que as empresas estão dispostas a repensar suas estruturas fundamentais para garantir o futuro.
Outros resultados esperados com alta confiança incluem a melhora do engajamento e retenção de consumidores (57%) e o atingimento de metas de sustentabilidade (55%). Esses dados demonstram uma visão holística da transformação, que vai além da eficiência operacional e abrange a relação com o mercado e o compromisso ambiental.





