Venda da V.tal pela Oi Trava: BTG Pactual Resiste a Negociação e Credores Rejeitam Proposta de R$ 4,5 Bilhões - Brasa Noticias

Venda da V.tal pela Oi Trava: BTG Pactual Resiste a Negociação e Credores Rejeitam Proposta de R$ 4,5 Bilhões

Venda da V.tal pela Oi em Impasse: Proposta do BTG Pactual é Rejeitada por Credores e Justiça Decidirá Futuro do Ativo Estratégico

A tentativa da Oi de vender sua participação na V.tal, um dos ativos mais importantes para sua recuperação judicial, chegou a um ponto crítico. A única proposta apresentada, no valor de R$ 4,5 bilhões, feita por fundos ligados ao BTG Pactual, foi rejeitada pelos credores da operadora em audiência realizada na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Sem acordo, o destino da venda da V.tal agora dependerá da decisão da Justiça, o que eleva o nível de incerteza sobre o futuro da empresa e o andamento do processo de recuperação judicial da Oi. A situação coloca em xeque um dos pilares financeiros da reestruturação da operadora.

A negociação envolve a alienação de 26,27% da participação da Oi na V.tal, empresa que concentra a infraestrutura de fibra óptica da companhia. Este ativo é considerado central para o pagamento de dívidas e para a viabilização da recuperação da Oi, conforme informações divulgadas. A rejeição da proposta pelo BTG Pactual adiciona uma nova camada de complexidade a este cenário.

Credores Repudiam Oferta por Valor Abaixo do Mínimo Estabelecido

O principal motivo para a recusa da proposta do BTG Pactual, conforme argumentam os credores, especialmente aqueles vinculados à chamada “Opção de Reestruturação I”, é a expressiva diferença entre o valor ofertado e o preço mínimo estabelecido no plano de recuperação judicial. Aceitar um valor inferior, segundo eles, comprometeria a equidade do processo e reduziria drasticamente a capacidade de pagamento das dívidas.

O UMB Bank, representante de uma parte significativa dos credores, liderou a posição, sustentando que a aceitação da proposta desequilibraria o processo. Apesar da rejeição, os credores sinalizaram abertura para negociações que visassem melhorias na oferta, contudo, essas conversas não avançaram.

BTG Pactual Mantém Proposta e Recusa Negociação de Novos Termos

Em contrapartida, o BTG Pactual optou por não negociar novos termos para a proposta, defendendo que o valor apresentado reflete as condições de mercado e os riscos envolvidos. O banco ressaltou que a destinação dos recursos obtidos com a venda compete à Oi e ao juízo responsável, e não ao comprador.

Durante a audiência, a hipótese de um IPO (Oferta Pública Inicial) da V.tal no curto prazo foi levantada como uma alternativa para potencializar o valor do ativo, mas o BTG Pactual também se mostrou contrário a essa possibilidade no momento.

Justiça Assume o Comando do Desfecho da Venda da V.tal

Diante do impasse, a juíza Simone Gastesi Chevrand encerrou a audiência e determinou que o caso será decidido pela Justiça. A magistrada destacou que o processo envolve a análise de múltiplos aspectos, incluindo a viabilidade financeira da Oi e o cumprimento do plano de recuperação judicial. A decisão judicial poderá definir não apenas o futuro da venda da V.tal, mas também o ritmo da recuperação da Oi.

A Oi e sua administração judicial defenderam a aprovação da proposta, argumentando que o valor, mesmo abaixo do piso, seria razoável sob a ótica de mercado, segundo a consultoria G5 Partners. Representantes dos trabalhadores também apoiaram a venda, enfatizando a importância da liquidez imediata para garantir pagamentos.

Cenários Possíveis Após Decisão Judicial sobre a V.tal

Com o caso nas mãos da Justiça, diversos cenários podem se desenrolar. A juíza poderá homologar a proposta atual, mesmo que abaixo do valor mínimo, considerando a realidade financeira da empresa. Outra possibilidade é a reabertura do processo de venda, com a realização de um novo leilão para atrair outros interessados.

Há também o risco de uma judicialização prolongada, com recursos e disputas que podem atrasar ainda mais a recuperação da Oi. Caso o BTG Pactual opte por retirar a oferta, o processo ficaria sem compradores imediatos, adicionando mais incertezas.

O impasse na venda da V.tal evidencia os desafios complexos das grandes recuperações judiciais no Brasil, especialmente em setores que demandam alto investimento como o de telecomunicações. A conclusão desta operação é vista como um dos pilares essenciais para a reestruturação financeira da Oi.

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