Valdemar Costa Neto do PL detona Daniella Marques como vice de Flávio Bolsonaro e sugere Tereza Cristina, mas decisão fica em aberto

Valdemar Costa Neto, líder do PL, levanta polêmica ao desqualificar Daniella Marques como vice de Flávio Bolsonaro e propõe Tereza Cristina como alternativa, em um cenário político agitado.
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, causou alvoroço ao declarar, em entrevista ao jornal O Globo, que a economista Daniella Marques, cotada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência, “não tem voto”. A declaração, feita na última sexta-feira (17), gerou repercussão e coloca em xeque a estratégia eleitoral do partido.
Valdemar reconheceu a competência e o prestígio de Daniella Marques junto ao meio empresarial, mas enfatizou a necessidade de um vice com apelo eleitoral. “Na minha opinião, tem que ser alguém que tenha voto”, afirmou, ressaltando que a decisão final caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao próprio Flávio. A fala de Valdemar ocorreu em um momento delicado, pouco após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impor restrições à participação de Jair Bolsonaro em decisões político-eleitorais.
Apesar das críticas a Daniella Marques, Valdemar Costa Neto apresentou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como o nome ideal para compor a chapa. Segundo ele, a senadora possui o carisma necessário para “puxar voto” em uma eleição presidencial. No entanto, a indicação de Tereza Cristina também enfrenta obstáculos, pois a federação União Brasil-PP, à qual ela é filiada, tem demonstrado pouca disposição em apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Além disso, a própria senadora já sinalizou que não estaria disposta a assumir a função de vice.
Daniella Marques defende a participação feminina e Flávio Bolsonaro a apoia
Em contrapartida, Daniella Marques tem sido uma figura ativa na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, especialmente na elaboração de propostas voltadas para o público feminino. Ela esteve ao lado do senador no lançamento do pacote “Brasil Por Elas”, que visa apresentar medidas para as mulheres. Na ocasião, Flávio Bolsonaro defendeu a possibilidade de ter uma mulher como vice, citando não apenas Daniella Marques, mas também as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
Daniella Marques, que já presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo Bolsonaro, hoje co-funda o Grupo Pra Elas, uma plataforma focada na capacitação feminina e autonomia financeira. Sua atuação na pré-campanha tem sido central nas discussões econômicas voltadas para as mulheres. Contudo, a força dessa aliança parece não convencer o presidente do PL sobre seu potencial eleitoral.
Decisão sobre vice-presidência aguarda definição do PL e pode ficar para o fim do prazo
A Executiva Nacional do PL tem até o dia 5 de agosto para definir o nome da vice. Valdemar Costa Neto indicou que a escolha pode ser adiada para a convenção do partido, marcada para 25 de julho, mantendo a expectativa sobre quem integrará a chapa com Flávio Bolsonaro. O cenário é complexo, com interesses divergentes entre os partidos aliados e a própria figura de Jair Bolsonaro, cujas restrições impostas pelo STF adicionam mais um elemento de incerteza à composição da chapa presidencial.
Outras figuras políticas são consideradas para a vice-presidência
Além de Daniella Marques e Tereza Cristina, o senador Flávio Bolsonaro mencionou as deputadas Simone Marquetto e Clarissa Tércio como possíveis candidatas a vice. Essa diversidade de nomes reflete a busca por uma composição que agrade a diferentes setores e que, ao mesmo tempo, fortaleça a candidatura presidencial do PL. A escolha final, no entanto, dependerá de negociações políticas e da aprovação dos principais líderes do partido e do ex-presidente.