Proteção de Ativos Estratégicos: Livros da Matrix Editora Revelam Como Blindar Reputação e Patrimônio Familiar Contra Perdas

Novos livros da Matrix Editora destacam proteção de ativos estratégicos contra perdas irreparáveis

Dois lançamentos recentes da Matrix Editora, Gestão da reputação e competitividade empresarial e O cofre da família, trazem à tona um tema crucial para o mundo dos negócios e para a vida pessoal: a necessidade de planejamento para proteger ativos de valor inestimável.

Enquanto um foca na reputação corporativa, o outro se dedica ao patrimônio familiar. Aparentemente distantes, as obras compartilham uma premissa fundamental: a de que a falta de planejamento pode levar à erosão de um patrimônio construído ao longo de anos, até décadas.

Esses títulos indicam uma clara tendência editorial em valorizar ativos intangíveis, tanto institucionais quanto pessoais, como temas centrais em obras de não ficção voltadas ao público interessado em negócios e gestão. Conforme informação divulgada pelo Diário do Comércio, as publicações alertam para riscos muitas vezes subestimados.

A reputação como ativo de mercado

A obra sobre gestão reputacional parte de um dado revelador da consultoria Ocean Tomo, que aponta que pelo menos 90% do valor de mercado de uma empresa hoje é formado por ativos intangíveis. Deste total, a reputação sozinha responderia por cerca de 40%.

Os organizadores do livro, Dario Menezes e Marcia Cavallieri, defendem que a gestão da reputação deixou de ser uma mera resposta reativa a crises. Ela se tornou, na visão deles, uma alavanca de competitividade de longo prazo, essencial em um cenário marcado por inteligência artificial, desinformação e a crescente pressão da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança).

O livro compila artigos de diversos executivos e especialistas, organizados em quatro eixos temáticos: cultura organizacional, agenda ESG, gestão de riscos baseada em dados e relacionamento com stakeholders. A ideia é fornecer um guia prático para a proteção e o fortalecimento deste ativo intangível.

Blindagem patrimonial familiar contra a corrosão do inventário

Em uma linha argumentativa semelhante, O cofre da família, de Eduardo Natale, aplica a lógica de proteção ao patrimônio pessoal. O advogado tributarista alerta para os altos custos de um processo de inventário no Brasil.

Segundo Natale, um inventário pode consumir até 40% dos bens de uma família, corroídos por impostos, honorários advocatícios e taxas cartorárias. Essa perda expressiva justifica a busca por mecanismos de proteção.

A obra defende a holding familiar como um instrumento jurídico eficaz para blindar o patrimônio, reduzir a carga tributária e, crucialmente, evitar disputas entre herdeiros. O livro detalha a montagem prática dessa estrutura, incluindo acordos de sócios e cláusulas de proteção patrimonial.

O autor situa o debate em um contexto de possíveis mudanças na legislação do ITCMD, o imposto sobre heranças e doações, aumentando a relevância do planejamento sucessório antecipado.

Um paralelo na proteção de ativos

O paralelo entre as duas publicações reside na estrutura do argumento, que parte de um percentual de perda significativo – 40% em ambos os casos, embora aplicado a bases distintas – para justificar a urgência do planejamento.

Reputação e patrimônio são apresentados como ativos que se acumulam silenciosamente, mas que podem ser dissolvidos rapidamente na ausência de uma estrutura de proteção adequada, seja ela reputacional ou jurídica.

Ambos os títulos integram o catálogo de negócios da Matrix Editora, fundada em 1999 e especializada em não ficção. Gestão da reputação e competitividade empresarial possui 240 páginas e custa R$ 84, enquanto O cofre da família, com 136 páginas, é vendido a R$ 53. Os livros estão disponíveis em livrarias e nos canais digitais da editora.

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