Mais finos que um lápis: o comparativo entre iPhone Air e Galaxy S25 Edge
No universo dos smartphones premium, uma nova corrida pela espessura mínima parece estar no centro das atenções. Em 2025, duas fabricantes de peso — Apple e Samsung — resolveram elevar o desafio: até onde se pode empurrar os limites do hardware sem comprometer performance, durabilidade ou usabilidade?
A resposta mais recente vem com o lançamento do iPhone Air pela Apple e do Galaxy S25 Edge pela Samsung — aparelhos que prometem ser “mais finos que um lápis” e rivalizam em design, performance e sacrifícios inevitáveis.
O panorama da nova geração ultrafina
A Apple apresentou o iPhone Air em setembro de 2025, destacando-o como o iPhone mais fino já fabricado: somente 5,6 mm de espessura, com peso de 165 gramas (6,15 × 2,94 × 0,22 pol) .
O dispositivo aposta em um chassi de titânio e vidro com avanços como o Ceramic Shield 2, com proteção superior contra riscos e trincas. Por dentro, abriga o chip A19 Pro, memória de 12 GB e opções de armazenamento que vão de 256 GB a 1 TB .
Do lado da Samsung, o Galaxy S25 Edge já era aguardado como uma tentativa ousada de redefinir o que é possível exigir de um flagship Android ultra fino. Ele mede 5,8 mm de espessura e pesa cerca de 168 gramas.
A Samsung destaca um pensamento de “fino, mas completo”: tela AMOLED QHD+ de 6,7 polegadas, chip Snapdragon 8 Elite, câmera principal de 200 MP, vidro Gorilla Glass Ceramic 2 na frente e Victus 2 atrás, além de certificação IP68 contra água e poeira.
Desempenho e potência: honra ao chip menor
Como é habitual em disputas entre Apple e Samsung, a guerra ocorre em camadas invisíveis ao consumidor, nos silícios e nas optimizações de software.
O iPhone Air, com seu chip A19 Pro, entrega desempenho fluido no uso diário, abertura de apps, multitarefas e jogos leves. Segundo análises técnicas, ele se aproxima das capacidades dos modelos Pro da própria Apple, apesar de contar com um núcleo gráfico a menos para acomodar o design ultra fino (um trade-off planejado). Em testes mais intensos, como jogos pesados ou tarefas sustentadas de gravação e edição, o calor e o possível throttling aparecem como possíveis limitações.
Já o Galaxy S25 Edge não abre mão de força bruta. Com o chip Snapdragon 8 Elite e 12 GB de RAM, ele entrega performance de alto nível, incluindo tarefas que exigem cálculos de IA local, renderização e gravação. A Samsung também aposta fortemente nas funções de Galaxy AI, como Audio Eraser, Now Brief e integrações com Gemini, que exigem capacidade de processamento local. A própria Samsung exibe o phone como “o futuro do slim” com funcionalidades de IA de alto nível embutidas.
Nos testes práticos, ambos os aparelhos se saíram bem em casos de uso comuns (navegação, redes sociais, streaming), mas o Edge mostra vantagem em tarefas pesadas contínuas. Ainda assim, a vantagem do desempenho pode esbarrar no limite térmico, sobretudo quando a dissipação de calor é mais desafiadora em aparelhos tão finos.
Câmeras e fotografia: compromisso com versatilidade
Neste quesito, a diferença de filosofia entre Apple e Samsung fica clara.
O iPhone Air tem apenas uma câmera traseira: sensor de 48 MP com zoom óptico embutido (tecnologia de “fusion” da Apple). Não há lente ultrawide nem telefoto dedicados. Isso representa um sacrifício em fotos de panorama, retratos com profundidade variada ou capturas de objetos distantes.
Em contrapartida, o sistema aposta em software e processamento inteligente para extrair o máximo de qualidade possível. Apesar disso, análises apontam que, em condições de baixa luz ou em cenas complexas, ele pode ficar atrás de modelos com múltiplas lentes.
Por outro lado, o Galaxy S25 Edge oferece duas câmeras traseiras: sensor principal de 200 MP e sensor ultrawide de 12 MP. Embora não conte com telefoto dedicado, o uso intensivo da IA e zoom “óptico de qualidade” (via processamento) reduz parte do déficit nas distâncias maiores . A Samsung também integra o ProVisual Engine, que atua no pós-processamento para ajustar cor, ruído e nitidez com apoio da IA .
No uso prático, o iPhone Air entrega imagens limpas e cores naturais em cenários bem iluminados, e se destaca em selfies com a câmera frontal de 18 MP com recurso Center Stage (que ajusta o enquadramento conforme movimento). O Galaxy S25 Edge, por sua vez, impressiona pela versatilidade: retratos, panoramas e fotografias noturnas ficam mais robustos graças à lente ultrawide e ao pipeline de IA.
Para quem valoriza o máximo de flexibilidade fotográfica, o S25 Edge leva vantagem — mas a proposta minimalista do Air pode ser satisfatória para muitos usuários cujo uso não exige ângulos extremos.
Bateria, autonomia e recarga: o grande nó da ultrafineza
Reduzir espessura exige cortes e rearranjos; um deles sempre recai sobre a bateria.
O iPhone Air conta com uma bateria de 3.149 mAh (de acordo com documentos regulatórios e vazações). Apesar disso, a Apple promete “all-day battery life” (uso de um dia), e testes em cenário de viagem mostraram resultados surpreendentes: um usuário relata ter passado das 7h30 da manhã até 22h da noite com cerca de 25% restantes mesmo com uso intenso . Avaliações independentes, entretanto, apontam que a autonomia costuma ficar algumas horas atrás dos modelos Pro ou de concorrentes com baterias maiores.
O Galaxy S25 Edge incorpora uma bateria de 3.900 mAh, que é relativamente generosa para um aparelho de 5,8 mm de espessura . Entretanto, testes de autonomia revelam que, apesar de sólida, ela não escapa totalmente ao peso dos compromissos de design: em uso intenso ou sob carga térmica, a duração pode cair para um dia completo apenas .
No quesito recarga, o iPhone Air oferece suporte a MagSafe e Qi2, com carregamento via cabo (USB-C) de até 20 W. A Samsung optou por 25 W via cabo para o S25 Edge, embora o suporte nativo a Qi2 magnético não esteja presente — exigindo acessórios para recarga magnética direta.
Na prática, ambos exigem atenção ao uso: em jornadas prolongadas ou em uso intensivo (gravação de vídeo, gaming), é provável que o carregador ou bateria auxiliar (no caso do iPhone, o MagSafe battery pack) sejam necessários. Ainda assim, o S25 Edge parte com uma margem mais confortável.
Década de atualizações e suporte de software
Num cenário onde um smartphone é uma compra de médio prazo, o tempo de suporte de software é crucial.
A Samsung promete manter atualizações de sistema (One UI / Android) por sete gerações para a série S25, incluindo o Edge . Esse horizonte de suporte dá segurança a quem pretende usar o aparelho por muitos anos.
A Apple, por sua vez, historicamente proporciona suporte mais longo em seus dispositivos. Embora ainda seja cedo para afirmar o ciclo exato para o iPhone Air, é razoável esperar que ele permaneça atualizado por 5 a 6 versões principais do iOS, ou até mais, dado o histórico da marca.
Em ambos os casos, quem investe alto quer longevidade — e ambos entregam expectativas razoáveis dentro de seus ecossistemas.
Comparativo direto (iPhone Air vs Galaxy S25 Edge)
| Critério | iPhone Air | Galaxy S25 Edge |
|---|---|---|
| Espessura / Peso | 5,6 mm / 165 g | 5,8 mm / ≈168 g |
| Chipset / RAM | A19 Pro / 12 GB | Snapdragon 8 Elite / 12 GB |
| Câmeras traseiras | 48 MP (única lente) | 200 MP + 12 MP ultrawide |
| Bateria / Autonomia | ~3.149 mAh (documentos) / uso de um dia | 3.900 mAh / autonomia sólida, até um dia intenso |
| Recarga / Conectividade | MagSafe / Qi2 / USB-C 20 W | USB-C 25 W, sem suporte magnético Qi2 nativo |
| Som / Áudio | Mono | Estéreo |
| Software / Atualizações | iOS (esperado >5 versões) | One UI 7 / até 7 gerações de updates |
| Diferenciais | design ultrafino, titânio, simplicidade | câmeras versáteis, IA, som estéreo, performance bruta |
Em resumo, o iPhone Air aposta na estética máxima e minimalismo funcional. O Galaxy S25 Edge oferece design fino, sim, mas com menos compromissos — priorizando versatilidade e potência.