Flávio Bolsonaro: Lula trata pobres como ‘otários’ e ignora desejo por trabalho, diz em comício

Flávio Bolsonaro critica Lula em comício: “O povo pobre é esperto e quer trabalhar, não quer migalha”
O candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, dirigiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um comício em Joinville, Santa Catarina. A ocasião foi marcada por declarações sobre a política social do governo, especificamente o aumento do Bolsa Família.
Flávio Bolsonaro afirmou que Lula estaria tratando os cidadãos de baixa renda como “otários” ao acreditar que o programa social seria suficiente para atender às suas necessidades. Ele defendeu a ideia de que o povo pobre é “esperto” e busca, acima de tudo, oportunidades de trabalho.
As declarações foram divulgadas neste sábado (19), e segundo a reportagem distribuída pela Estadão Conteúdo, o candidato do PL também abordou a questão do preço dos alimentos e o poder de compra da população. Conforme divulgado pelo Diário do Comércio, Flávio Bolsonaro argumentou que o valor de R$ 600 do benefício, mesmo com o reajuste, não seria mais capaz de “encher o carrinho” como em gestões anteriores.
Críticas ao Bolsa Família e comparação com governo anterior
Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro questionou a eficácia do aumento do Bolsa Família, que passou de R$ 600 para R$ 691. Ele declarou que o presidente Lula “está achando que o pobre é aquele otário. Não é. O povo pobre é esperto. O povo pobre quer trabalhar, o pobre quer oportunidade, não quer migalha”, conforme relatado pela Estadão Conteúdo.
O candidato do PL também fez uma comparação direta com o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que o poder de compra era superior na época. “R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro”, disse ele, apesar de o governo atual defender a recuperação do poder de compra.
Acusações de “gastos excessivos” e inflação
Em uma analogia com o presidente Lula, Flávio Bolsonaro utilizou a expressão “Lula dá com uma mão e rouba com os nove dedos”, referindo-se à ausência do dedo mínimo na mão esquerda do presidente, perdida em um acidente de trabalho. A afirmação, divulgada pela Estadão Conteúdo, sugere que o auxílio oferecido pelo governo seria ofuscado por gastos maiores.
“Ele finge que está ajudando os pobres, mas ele gasta muito, aumenta a inflação, está tudo caro para caramba, e os R$ 600 não compram mais nada hoje”, acrescentou Flávio, segundo a mesma fonte. Ele argumenta que os altos gastos públicos estariam impulsionando a inflação, diminuindo o valor real do benefício.
Contexto do reajuste do Bolsa Família
O anúncio do reajuste de 15% no Bolsa Família, feito por Lula às vésperas do primeiro turno da eleição em 4 de outubro, foi visto por Flávio Bolsonaro como uma estratégia política. No entanto, a reportagem da Estadão Conteúdo lembra que o ex-presidente Jair Bolsonaro também realizou um reajuste no Auxílio Brasil em 2022, aumentando o valor de R$ 400 para R$ 600, embora com maior antecedência em relação à eleição.
A crítica de Flávio Bolsonaro se concentra na percepção de que o governo atual estaria subestimando a inteligência e as aspirações dos mais pobres, oferecendo “migalhas” em vez de **oportunidades reais de trabalho e desenvolvimento econômico**.